EDITORIAL ZERO HORA 22/06/2011
Uma interpretação apressada pode indicar que o governo cometeu dois recuos, em menos de uma semana, em relação a temas relevantes para o país. Nos dois episódios, o que pode ocorrer é um avanço, se forem corrigidos os equívocos, diante da reação da própria base aliada, da oposição, de instituições representativas da sociedade e do que se convencionou definir genericamente como a opinião pública. No primeiro avanço anunciado, o Palácio do Planalto promete reavaliar a postura claudicante que vinha mantendo quando da abordagem da Lei de Acesso à Informação Pública, em debate no Congresso.
De forma apressada e na contramão das expectativas criadas, o Executivo chegou a considerar a infeliz hipótese de preservar em segredo eterno documentos considerados secretos sobre a História do país, mas está revisando sua posição. O outro caso é o que envolve a tentativa de preservar em perigoso sigilo os orçamentos e os gastos de obras para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016, que deve ser revertida, apesar da resistência de setores do governo, como a manifestada ontem pela ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti.
A controvérsia sobre os documentos provocou um desgaste político que poderia ter sido evitado, se o Executivo atendesse ao clamor pela transparência, não só em questões atuais, mas também em assuntos relacionados com o passado. Ao admitir que os documentos poderiam ficar em segredo para sempre, o governo quase sucumbiu a uma pressão exercida, entre outros, pelos ex-presidentes José Sarney e Fernando Collor, como se ambos, aliados políticos, expressassem assim as expectativas da maioria da população.
Nem um nem outro tem, com suas forças relativas como integrantes do Senado, peso político suficiente para orientar a postura do Planalto diante de questão tão complexa. Em tempo, a presidente Dilma Rousseff veio a público para esclarecer que nenhum documento que envolva violação de direitos humanos terá o privilégio do segredo. E que somente será preservado, como exceção, como determina o bom senso, o acervo cuja divulgação representar ameaça à soberania e à integridade nacional ou grave risco às relações internacionais.
É uma ressalva esclarecedora. A História só é compreendida e contribui para o entendimento do presente e a construção do futuro se todos, e não alguns escolhidos, puderem refletir a partir das informações disponíveis, mesmo que estejam sob a guarda do Estado. Esse deve ser o compromisso também com os atos de governos, que não podem, como quase ocorreu com os investimentos para a Copa e a Olimpíada, ser mantidos em estranhas confidências. Nenhum dos pretextos inicialmente apresentados pelo governo, como a agilização dos projetos e a proteção das concorrências, foi capaz de conter as críticas à tentativa do Planalto de não dar publicidade às despesas. Cabe agora ao Congresso revisar o projeto que já havia sido votado pela Câmara, para que nenhum centavo gasto com os dois eventos seja guardado em sigilo.
Também na questão dos documentos considerados secretos, espera-se que o parlamento saiba interpretar as manifestações no sentido de proporcionar o mais amplo acesso às informações, para que a História esteja à disposição dos brasileiros na sua integralidade.
COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - A SOCIEDADE TEM DE ACORDAR PARA AS QUESTÕES NACIONAIS. O CIDADÃO NÃO PODE MAIS CALAR E FICAR PASSIVO. O DINHEIRO PÚBLICO É ORIUNDO DOS ALTOS IMPOSTOS QUE PAGAMOS. SÃO QUATRO MESES DO ANO QUE ENTREGAMOS DO NOSSO TRABALHO AO GOVERNO. TODO DINHEIRO PÚBLICO DESPERDIÇADO, DESVIADO, SONEGADO, LAVADO E SUPERFATURADO É DINHEIRO DO POVO. E DINHEIRO DO POVO DEVE SER ZELADO, CONTROLADO E DEFENDIDO COM UNHAS E DENTES. SÓ ASSIM PODERÁ SOBRAR PARA A PREVIDÊNCIA, SAÚDE, SEGURANÇA E EDUCAÇÃO.
VAMOS DEIXAR QUE NOS ROUBEM?
A mobilização social é um vigoroso instrumento de defesa de direitos e poderoso para pressionar os Poderes no exercício de seus deveres, obrigações, finalidade pública, observância da supremacia do interesse público, zelo dos recursos públicos e gestão voltada à qualidade de vida do povo. Não existe um futuro promissor para uma nação de cidadãos servis e acomodados que entrega o poder aos legisladores permissivos, a uma justiça leniente e aos governantes negligentes, perdulários e ambiciosos que cobram impostos abusivos, desperdiçam dinheiro público, sonegam saúde, submetem a educação, estimulam a violência, tratam o povo com descaso e favorecem a impunidade dos criminosos.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
MAPA DA CORRUPÇÃO BRASILEIRA NA INTERNET

Mobilização. Internet agora já tem mapa da corrupção brasileira - O GLOBO, 13/06/2011 às 08h44m; Marcio Allemand
RIO - Uma ferramenta inteligente e útil aos direitos de liberdade de expressão. Esta foi a opinião do coordenador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), Marlon Reis, ao saber do Mapa da Corrupção, uma espécie de "wikileaks" criado pela editora de imagens Raquel Diniz. Marlon reconhece que o serviço, hospedado no Google Maps, tem um potencial muito grande para mobilizar a sociedade de forma colaborativa e que por isso vai levar o tema para ser discutido na próxima reunião do MCCE, ainda este mês.
- A ideia é fazer com que o MCCE torne-se parceiro do Mapa da Corrupção, divulgando-o em suas redes sociais, pedindo apoio e colaboração de seus seguidores. Porém, enquanto aguardamos a Justiça decidir se a Lei da Ficha Limpa valerá ou não para as próximas eleições, não temos como coordenar outro projeto - informa Marlon.
Que cada brasileiro passe a ser um guardião da corrupção no Brasil
O mapa surgiu na rede há menos de um mês, mas a ideia foi inspirada nos inúmeros protestos que a brasileira Raquel Diniz acompanhou de perto na Espanha, país onde morou nos últimos dois anos.
- Por conta da crise financeira que se abateu sobre a Europa, o governo espanhol tomou certas medidas consideradas drásticas e a população reagiu. O que eu vi por lá foi uma mobilização enorme e que tinham como suporte as redes sociais - conta Raquel.
Vivendo atualmente em São Paulo, a editora de imagens conta que o mapa nasceu exatamente no dia em que um casal de extrativistas foi assassinado no Pará.
- Minha revolta foi tanta quando soube da morte daquele casal, fora a série de denúncias que levaram á queda do ex-ministro Antonio Palocci , que na hora eu tive a ideia de criar o mapa e fazer um raio-X da corrupção no Brasil - revela.
Raquel diz que sempre alimentou muita revolta com o que acontece de errado no nosso país e que vive atenta ao cenário político brasileiro.
- Sou pautada pela internet e pelo que rola nas redes sociais. Sei da importância da mobilização via web e acredito na força de iniciativas populares, como o Ficha Limpa, por exemplo.
Raquel acredita que o mapa vai ajudar a melhorar a pouca memória que o brasileiro tem da corrupção.
- Sem o nosso voto os políticos não são nada e o mapa te dá este facilitador, que é saber se aquele candidato está envolvido em algum caso de corrupção ou não- conta Raquel.
O Mapa da Corrupção funciona nos mesmos moldes que o Wikipédia, ou seja, qualquer um pode e deve colaborar enviando informações. O único cuidado que se deve ter é para não incriminar ninguém injustamente. Portanto, é preciso uma boa fonte para não publicar informações erradas. Para colaborar é simples: basta ter uma conta no Facebook, fazer o login, escrever o texto, publicar e salvar.
- Pretendo que o mapa ajude às pessoas a se informarem e que cada brasileiro passe a ser um guardião da corrupção no Brasil - encerra Raquel.
CRUZADA PELA JUSTIÇA
EDITORIAL ZERO HORA 13/06/2011
A emenda constitucional inspirada na proposta do presidente do Supremo desmontaria a indústria dos recursos, que se presta muito mais à protelação de decisões do que à revisão de sentenças.
Está sob a responsabilidade do Congresso, mas deve envolver também outros setores da sociedade, o debate sobre a proposta de emenda constitucional que pretende, na definição do presidente do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso, promover uma revolução no sistema judiciário brasileiro. A proposta foi inspirada na defesa categórica que o ministro do STF vem fazendo da tese de que a Justiça somente será célere e eficiente se fortalecer as decisões tomadas em segundo grau. É uma ideia corajosa, que, apesar das controvérsias criadas, tem o mérito de provocar uma discussão sobre a situação do Judiciário, claramente insatisfatória também sob o ponto de vista de seus integrantes. O próprio Peluso vem afirmando que, nos moldes atuais, o Judiciário é custoso, danoso e perverso.
A PEC que passa pela apreciação do Senado parte de um pressuposto que constrange não só os magistrados, mas todos os que em algum momento recorreram à Justiça para resolver conflitos. A premissa é de que os incontáveis recursos encaminhados ao Supremo e ao Superior Tribunal de Justiça representam hoje um dos grandes obstáculos ao pleno funcionamento do próprio Judiciário e à execução de decisões de segunda instância, nos tribunais estaduais e regionais. Com a proposta, Peluso defende, basicamente, que as decisões do chamado segundo grau de jurisdição sejam efetivas, ou seja, passem a ser cumpridas, independentemente dos recursos às altas cortes. Seria desmontada, assim, a indústria dos recursos, que, segundo o presidente do Supremo, se presta muito mais à protelação do que à revisão de sentenças.
É exemplar, para que se considere o efeito prático da proposta, o caso do jornalista Antonio Pimenta Neves, condenado por homicídio em 2006, mas que só recentemente passou a cumprir a pena, porque seus defensores encaminharam mais de 20 recursos aos tribunais. Com a mudança, Pimenta Neves estaria preso desde a proclamação da sentença, e os recursos não teriam o poder de suspender sumariamente o cumprimento imediato da decisão.
Há setores do Direito segundo os quais a PEC seria limitadora do acesso à Justiça, o que Peluso rebate com o argumento de que todas as possibilidades de recorrer continuarão existindo. O que deve ser saudado, como um dos méritos da proposta, é o fato de que a inovação ampliará o alcance da Justiça à grande maioria, e não, como ressalta o ministro, a uma minoria que busca os tribunais superiores para procrastinar, complicar o funcionamento do Judiciário e, em muitos casos, alcançar a impunidade. É claro que a PEC deve se submeter a amplo debate, mas desde já a iniciativa merece atenção por representar uma tentativa de corrigir deficiências que os próprios magistrados reconhecem.
A indústria dos recursos faz com que mais de 100 mil processos tramitem hoje no Supremo, muitos dos quais apresentados com o único intuito de postergar decisões. Não há Justiça, como advertem muitos dos juristas que endossam a tese do ministro, se os entraves provocados por tentativas de procrastinação acabam por entravar a dinâmica do Judiciário. A intenção explicitada na PEC de assegurar maior efetividade aos atos da segunda instância poderá, por consequência, como está claro na argumentação de Peluso, fortalecer a magistratura lá onde as decisões são de fato tomadas e contribuir para a agilização da Justiça e para a redução de manobras que, em muitos casos, só se prestam a objetivos escusos.
COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Esta na hora do povo reagir e se apoiar esta PEC que reduz as instâncias de recursos, um dos principais óbices para uma justiça realmente ágil e coativa. Temos que acabar com a ditadura e o centralismo do STF passando o transitado em julgado da maioria das ilicitudes para os Tribunais Estaduais, fortalecendo este poder e aumentando a confiança na justiça brasileira.
A emenda constitucional inspirada na proposta do presidente do Supremo desmontaria a indústria dos recursos, que se presta muito mais à protelação de decisões do que à revisão de sentenças.
Está sob a responsabilidade do Congresso, mas deve envolver também outros setores da sociedade, o debate sobre a proposta de emenda constitucional que pretende, na definição do presidente do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso, promover uma revolução no sistema judiciário brasileiro. A proposta foi inspirada na defesa categórica que o ministro do STF vem fazendo da tese de que a Justiça somente será célere e eficiente se fortalecer as decisões tomadas em segundo grau. É uma ideia corajosa, que, apesar das controvérsias criadas, tem o mérito de provocar uma discussão sobre a situação do Judiciário, claramente insatisfatória também sob o ponto de vista de seus integrantes. O próprio Peluso vem afirmando que, nos moldes atuais, o Judiciário é custoso, danoso e perverso.
A PEC que passa pela apreciação do Senado parte de um pressuposto que constrange não só os magistrados, mas todos os que em algum momento recorreram à Justiça para resolver conflitos. A premissa é de que os incontáveis recursos encaminhados ao Supremo e ao Superior Tribunal de Justiça representam hoje um dos grandes obstáculos ao pleno funcionamento do próprio Judiciário e à execução de decisões de segunda instância, nos tribunais estaduais e regionais. Com a proposta, Peluso defende, basicamente, que as decisões do chamado segundo grau de jurisdição sejam efetivas, ou seja, passem a ser cumpridas, independentemente dos recursos às altas cortes. Seria desmontada, assim, a indústria dos recursos, que, segundo o presidente do Supremo, se presta muito mais à protelação do que à revisão de sentenças.
É exemplar, para que se considere o efeito prático da proposta, o caso do jornalista Antonio Pimenta Neves, condenado por homicídio em 2006, mas que só recentemente passou a cumprir a pena, porque seus defensores encaminharam mais de 20 recursos aos tribunais. Com a mudança, Pimenta Neves estaria preso desde a proclamação da sentença, e os recursos não teriam o poder de suspender sumariamente o cumprimento imediato da decisão.
Há setores do Direito segundo os quais a PEC seria limitadora do acesso à Justiça, o que Peluso rebate com o argumento de que todas as possibilidades de recorrer continuarão existindo. O que deve ser saudado, como um dos méritos da proposta, é o fato de que a inovação ampliará o alcance da Justiça à grande maioria, e não, como ressalta o ministro, a uma minoria que busca os tribunais superiores para procrastinar, complicar o funcionamento do Judiciário e, em muitos casos, alcançar a impunidade. É claro que a PEC deve se submeter a amplo debate, mas desde já a iniciativa merece atenção por representar uma tentativa de corrigir deficiências que os próprios magistrados reconhecem.
A indústria dos recursos faz com que mais de 100 mil processos tramitem hoje no Supremo, muitos dos quais apresentados com o único intuito de postergar decisões. Não há Justiça, como advertem muitos dos juristas que endossam a tese do ministro, se os entraves provocados por tentativas de procrastinação acabam por entravar a dinâmica do Judiciário. A intenção explicitada na PEC de assegurar maior efetividade aos atos da segunda instância poderá, por consequência, como está claro na argumentação de Peluso, fortalecer a magistratura lá onde as decisões são de fato tomadas e contribuir para a agilização da Justiça e para a redução de manobras que, em muitos casos, só se prestam a objetivos escusos.
COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Esta na hora do povo reagir e se apoiar esta PEC que reduz as instâncias de recursos, um dos principais óbices para uma justiça realmente ágil e coativa. Temos que acabar com a ditadura e o centralismo do STF passando o transitado em julgado da maioria das ilicitudes para os Tribunais Estaduais, fortalecendo este poder e aumentando a confiança na justiça brasileira.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
LOJAS MAÇÔNICAS SE MANIFESTAM CONTRA A VIOLÊNCIA

CARTA ABERTA À POPULAÇÃO - MANIFESTO CONTRA A VIOLÊNCIA - Osvaldo Cruz, 16 de Maio de 2011.
"A IMPUNIDADE é uma licença para matar, roubar, violentar, corromper, fraudar, receber propina, saquear os cofres públicos, desviar recursos do povo, prevaricar..."
Jorge Bengochea
Considerando a existência das instituições denominadas LOJA MAÇONICA TRABALHO E FIRMEZA N. 276, LOJA MAÇONICA SOLIDARIEDADE E HARMONIA e LOJA MAÇONICA OSVALDO CRUZ N. 503, todas com sede nesta cidade e comarca de Osvaldo Cruz, formadoras da sociedade civil como organizações não-governamentais e sem fins lucrativos;
Considerando que as entidades acima mencionadas pertencem a esta comunidade, como participantes ativas dos rumos e decisões que são tomadas por pessoas e entes que formam os poderes organizados da sociedade;
Considerando que a segurança pública é um conjunto de atos e processos praticados pelos agentes administrativos (Executivo), criados por instrumentos jurídicos (Legislativo) e ordenados por atos judiciais (Judiciário);
Considerando ainda que as instituições públicas de segurança tem funções previamente estabelecidas que se interagem, complementam e dão sequência ao trabalho e esforço do outro, no intuito de preservar a ordem pública, o patrimônio e, principalmente, a integridade física das pessoas;
Considerando ainda que tais práticas somente serão eficientes se estiverem em perfeita harmonia e relacionadas com os instrumentos de coação, justiça, defesa da cidadania e com comprometimento dos agentes públicos;
Considerando por final que o PRINCIPAL OBJETIVO É A PAZ SOCIAL E A PRESERVAÇÃO DA ORDEM PÚBLICA;
Considerando o aumento da criminalidade em nossa cidade, especialmente os atentados violentos como roubos a pessoas, a residências e empresas, agravados com o crescente uso de armas (facas e/ou revólveres);
Considerando ainda que os recentes episódios são confirmados pelos ÓRGÃOS DE ESTADO, constatando o aumento de tais crimes apenas pela observância das estatísticas oficiais do site da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, merecendo destaque a curva crescente de FURTOS (ano 2008 = 278; ano 2009 = 325 e ano de 2010 = 449) e a quantidade de ROUBOS (9) apenas nos três primeiros meses deste ano, frente aos 23 casos de todo o ano de 2010;
Considerando ainda que a Constituição Federal do Brasil e a Constituição do Estado de São Paulo ditam especificamente as obrigações e direitos de órgãos e pessoas ligadas à segurança publica;
Considerando a necessidade de reconsiderarmos aspectos culturais e políticos para uma nova percepção de políticas públicas, com o intuito de não permitir que esse movimento de violência continue a crescer;
VÊM ESTAS ENTIDADES EM ATO PÚBLICO REPUDIAREM OS RECENTES ATOS DE VIOLÊNCIA OCORRIDOS NOS ÚLTIMOS MESES, CONCLAMANDO TODOS OS ÓRGÃOS, ENTIDADES E PESSOAS DESTA CIDADE PARA QUE JUNTOS BUSQUEM MEDIDAS QUE SE REVERTAM EM SOLUÇÕES EFETIVAS QUANTO À SEGURANÇA PÚBLICA, VISANDO O RETORNO DA PAZ SOCIAL E DA TRANQUILIDADE PARA ESTA PEQUENA E PACATA CIDADE DO INTERIOR DO ESTADO DE SÃO PAULO.
Por final, tais entidades e seus membros se colocam à disposição para colaborarem para que atitudes eficazes sejam tomadas para a reversão deste quadro preocupante.
LOJA MAÇONICA TRABALHO E FIRMEZA N. 276,
LOJA MAÇONICA SOLIDARIEDADE E HARMONIA
LOJA MAÇONICA OSVALDO CRUZ N. 503,
sexta-feira, 3 de junho de 2011
CAMPANHA JUSTIÇA SEJA FEITA

O BRASIL SEM GRADES está distribuindo para o endereço, pelos Correios, um pequeno lote de adesivos e volantes da Campanha Justiça Seja Feita.
A ONG precisa de apoio para distribuir a mensagem para o leitor, amigos, parentes, colegas de trabalho, etc. Quem "precisar de mais material de divulgação, basta solicitar via e-mail (bsg@brasilsemgrades.org.br)", que será enviado sem custo algum.
Brasil sem Grades conclui que - "para atingirmos uma massa enorme de pessoas, de modo a conseguir motivar o Congresso Nacional à por em pauta os assuntos relativos à Legislação Criminal, precisamos envolver mais pessoas na distribuição desse material."
Por isso pede que enviem o nome e endereço completo (incluindo CEP) de conhecidos para que eles possam receber os adesivos e contribuir para a campanha pessoalmente com a campanha por uma Justiça mais ágil, diligente, coativa e célere.
"Vamos tornar o Brasil seguro, o BRASIL SEM GRADES!"
Associação Brasil Sem Grades - Fone/Fax: (51) 3333-7070
www.brasilsemgrades.org.br
COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - É muito importante esta campanha já que a Justiça é um dos pilares mais importantes da democracia, da liberdade e da ordem pública. Quando este pilar está corroído e fraco, a democracia emperra, a liberdade é subjugada e o caos toma conta da ordem pública. Centenas de mazelas obstruem a Justiça brasileira de agir com severidade, imposto por compadrio corporativo e político que nega uma reforma ampla e irrestrita. Estas mazelas devem ser denunciadas pela sociedade organizada e pela vítimas que são abandonadas pela inoperância da justiça.
O Brasil sem Grades arranca com dedicação e esforço nesta empreitada para mobilizar a sociedade, o cidadão, as comunidades, as Instituições e os membros dos Poderes de Estado para que a "Justiça seja feita".
Defendo que, nesta campanha, possamos apoiar:
- a PEC dos Recursos;
- a descentralização do transitado em julgado;
- a implementação do Juizado de Garantia;
- maior severidade e dignidade nas penas;
- compatibilidade dos Códigos com a realidade brasileira;
- integração das leis civis e penais;
- ciclo policial integrado nas forças policiais (investigação, pericial e ostensivo);
- polícia nacional de fronteiras;
- juizado, promotoria e defensoria pública de plantão em todos os municípios;
- política prisional com controle, monitoramento, tratamento e inclusão e
- uma nova e enxuta constituição brasileira com direitos e deveres equilibrados, sem privilégios corporativistas ou benevolências sem contrapartidas.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
A CAMAREIRA SUBVERSIVA
RUTH DE AQUINO é colunista de ÉPOCA - REVISTA ÉPOCA, 20/05/2011
Ela jamais sonhou com a fama. No espaço de uma vida, não se tornaria uma celebridade nem em seu bairro, o Bronx – quanto mais no mundo. Africana, muçulmana, mãe de uma adolescente, a camareira de 32 anos que limpava as suítes do Sofitel em Nova York já achava seu green card um privilégio. Pelas fotos divulgadas na internet, não é especialmente bonita. Mas, para brancos poderosos e prepotentes, reúne qualidades de sedução particulares: é jeitosa, negra e faxineira. Nunca denunciaria um ataque sexual. Conhece seu lugar.
Nafissatou Diallo é o nome da camareira que derrubou o francês Dominique Strauss-Kahn, ex-diretor-gerente do FMI e pré-candidato socialista à Presidência na França. Algemado e com a cara de tédio típica dos parisienses, DSK deixou pelos fundos o palco das finanças e da política (leia mais) . Ele se diz inocente. Mas, pelo encontro casual com Nafissatou em sua suíte de US$ 3 mil, encara agora sete acusações, de crimes sexuais a cárcere privado. Seria a camareira uma arma secreta de Sarkozy, o futuro papai do bebê de Carla, para tirar do páreo um adversário perigoso?
O FMI nomeará um novo diretor, quem sabe uma diretora, se quiser evitar mulherengos. Os socialistas franceses estão escandalizados, mas na direção oposta. Criticam o abuso da polícia americana contra DSK, presumidamente culpado com base na palavra de uma empregada.
Eles são brancos e não se entendem. Existe um oceano, físico e cultural, entre os Estados Unidos e a França. A mídia francesa é leniente com os desvios na vida particular de seus políticos. Se DSK fosse denunciado por uma camareira em Paris, em nenhuma hipótese seria detido antes de ser julgado, por presunção de inocência. Nos EUA, há a presunção inicial de que a vítima fala a verdade.
Me interesso mais pela camareira do que por DSK. Vi muitos se perguntando: será que o ex-diretor do FMI, conhecido pela habilidade em negociações, seria tão idiota e tresloucado a ponto de atacar a moça ao sair nu do banheiro? Mas começam a emergir casos semelhantes de mulheres menos corajosas que a africana. A loura jornalista francesa Tristane Banon, afilhada da segunda mulher de DSK, tinha 22 anos em 2002 quando diz ter sido atacada por ele: “Parecia um chimpanzé no cio”. Kristin Davis, ex-cafetina americana, afirmou que uma prostituta brasileira a aconselhou a não mandar mais mulheres para ele: “É bruto”.
Nafissatou não sabia que aquele senhor de cabelos brancos era DSK. Está com medo, escondida, sob a proteção da polícia de Nova York. Queria ficar anônima, mas seu nome e fotos se espalharam. É filha de um comerciante da etnia peule – 40% da população da Guiné, na África Ocidental. Emigrou com o marido para os EUA em 1998. Separada, vive sozinha com a filha de 15 anos num conjunto popular no Bronx. Há três anos trabalha no Sofitel da Times Square. Tem fama de trabalhadora e séria. Uma prima, Mamadou Diallo, afirmou: “Ela é uma boa muçulmana. Realmente bonita, como várias mulheres peules, mas não aceitamos esse tipo de comportamento em nossa cultura. Strauss-Kahn atacou a pessoa errada”.
Para quem alega ser improvável que um homem tente obrigar uma mulher estranha a fazer sexo oral – afinal, é arriscado colocar-se dentro de uma boca relutante, cheia de dentes –, é bom lembrar que DSK é francês. Sexo oral na França é tão popular que, no ano passado, uma ex-ministra da Justiça de Sarkozy, em entrevista na TV, quis dizer “inflação”, mas trocou por “felação”. Ela desculpou-se dizendo ter falado “muito depressa”, mas a gafe correu mundo.
Um quarto de hotel num país estrangeiro é um hiato na vida. Artistas, políticos e executivos nômades podem interpretar suítes de hotel como lugares tão solitários e protegidos que convidam a transgressões. Estão de passagem. O mais provável é que DSK tenha se apoiado em sua soberba e na presunção de impunidade para dar vazão a seus instintos. Julgava saber de cor o manual da supremacia e da submissão. DSK não imaginava que aquela camareira fosse subversiva. Como poderia aquela emergente inverter as regras e desafiar o poder?
Ela jamais sonhou com a fama. No espaço de uma vida, não se tornaria uma celebridade nem em seu bairro, o Bronx – quanto mais no mundo. Africana, muçulmana, mãe de uma adolescente, a camareira de 32 anos que limpava as suítes do Sofitel em Nova York já achava seu green card um privilégio. Pelas fotos divulgadas na internet, não é especialmente bonita. Mas, para brancos poderosos e prepotentes, reúne qualidades de sedução particulares: é jeitosa, negra e faxineira. Nunca denunciaria um ataque sexual. Conhece seu lugar.
Nafissatou Diallo é o nome da camareira que derrubou o francês Dominique Strauss-Kahn, ex-diretor-gerente do FMI e pré-candidato socialista à Presidência na França. Algemado e com a cara de tédio típica dos parisienses, DSK deixou pelos fundos o palco das finanças e da política (leia mais) . Ele se diz inocente. Mas, pelo encontro casual com Nafissatou em sua suíte de US$ 3 mil, encara agora sete acusações, de crimes sexuais a cárcere privado. Seria a camareira uma arma secreta de Sarkozy, o futuro papai do bebê de Carla, para tirar do páreo um adversário perigoso?
O FMI nomeará um novo diretor, quem sabe uma diretora, se quiser evitar mulherengos. Os socialistas franceses estão escandalizados, mas na direção oposta. Criticam o abuso da polícia americana contra DSK, presumidamente culpado com base na palavra de uma empregada.
Eles são brancos e não se entendem. Existe um oceano, físico e cultural, entre os Estados Unidos e a França. A mídia francesa é leniente com os desvios na vida particular de seus políticos. Se DSK fosse denunciado por uma camareira em Paris, em nenhuma hipótese seria detido antes de ser julgado, por presunção de inocência. Nos EUA, há a presunção inicial de que a vítima fala a verdade.
Me interesso mais pela camareira do que por DSK. Vi muitos se perguntando: será que o ex-diretor do FMI, conhecido pela habilidade em negociações, seria tão idiota e tresloucado a ponto de atacar a moça ao sair nu do banheiro? Mas começam a emergir casos semelhantes de mulheres menos corajosas que a africana. A loura jornalista francesa Tristane Banon, afilhada da segunda mulher de DSK, tinha 22 anos em 2002 quando diz ter sido atacada por ele: “Parecia um chimpanzé no cio”. Kristin Davis, ex-cafetina americana, afirmou que uma prostituta brasileira a aconselhou a não mandar mais mulheres para ele: “É bruto”.
Nafissatou não sabia que aquele senhor de cabelos brancos era DSK. Está com medo, escondida, sob a proteção da polícia de Nova York. Queria ficar anônima, mas seu nome e fotos se espalharam. É filha de um comerciante da etnia peule – 40% da população da Guiné, na África Ocidental. Emigrou com o marido para os EUA em 1998. Separada, vive sozinha com a filha de 15 anos num conjunto popular no Bronx. Há três anos trabalha no Sofitel da Times Square. Tem fama de trabalhadora e séria. Uma prima, Mamadou Diallo, afirmou: “Ela é uma boa muçulmana. Realmente bonita, como várias mulheres peules, mas não aceitamos esse tipo de comportamento em nossa cultura. Strauss-Kahn atacou a pessoa errada”.
Para quem alega ser improvável que um homem tente obrigar uma mulher estranha a fazer sexo oral – afinal, é arriscado colocar-se dentro de uma boca relutante, cheia de dentes –, é bom lembrar que DSK é francês. Sexo oral na França é tão popular que, no ano passado, uma ex-ministra da Justiça de Sarkozy, em entrevista na TV, quis dizer “inflação”, mas trocou por “felação”. Ela desculpou-se dizendo ter falado “muito depressa”, mas a gafe correu mundo.
Um quarto de hotel num país estrangeiro é um hiato na vida. Artistas, políticos e executivos nômades podem interpretar suítes de hotel como lugares tão solitários e protegidos que convidam a transgressões. Estão de passagem. O mais provável é que DSK tenha se apoiado em sua soberba e na presunção de impunidade para dar vazão a seus instintos. Julgava saber de cor o manual da supremacia e da submissão. DSK não imaginava que aquela camareira fosse subversiva. Como poderia aquela emergente inverter as regras e desafiar o poder?
quinta-feira, 7 de abril de 2011
PORTO ALEGRE.CC - MOBILIZAÇÃO CIDADÃ NA WEB

NA REDE. Mobilização na web. No site portoalegre.cc, comunidades podem se articular em prol de causas - JOÃO FELIPE BRUM - zero hora 06/04/2011
Um espaço online para resgatar o passado, discutir o presente e projetar o futuro da Capital. Com essa proposta foi criado o site portoalegre.cc. Idealizado pela Unisinos, o site permite à comunidade criar ou aderir a causas de cada região, como a recuperação de uma praça, por exemplo.
Coordenador do projeto, o professor Daniel Bittencourt explica que a ideia nasceu no ano passado, com a página redenção.cc. Foram mapeados os pontos mais tradicionais do parque, e as pessoas passaram a debater o que poderia ser feito para melhorar aquele local. O grande interesse dos participantes levou a um plano mais audacioso: pensar a cidade como um todo.
– Queremos ter a capacidade de articular governo, universidade, terceiro setor e cidadãos, estimulando-os a apresentarem soluções para os problemas atuais de Porto Alegre – aponta.
O projeto será desenvolvido por módulos. Na primeira etapa, o objetivo é conectar as pessoas e propor ações. Em um segundo momento, os colaboradores poderão enviar vídeos, áudios e fotos, trabalhando com o conceito de conteúdo gerado pelo usuário. Mais adiante, haverá a análise dos dados para identificar o que os indivíduos pensam da cidade, e aplicativos serão desenvolvidos para smartphones e tablets. Na última etapa, os envolvidos serão convidados a projetar cenários futuros para a Capital.
– Vamos supor que as pessoas queiram que Porto Alegre se torne a cidade mais limpa do Brasil. Para tanto, é preciso ter ações concretas – diz Bittencourt.
O CONCEITO DE WIKICIDADE - PORTO ALEGRE.CC - Por João Paulo Benassi | 28.3.2011 - 16:00 | Se liga!
O PortoAlegre.cc é uma plataforma digital que permite a discussão da história, da realidade e do futuro da cidade de Porto Alegre. A ideia surgiu após uma experiência liderada pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos(Unisinos) no Parque da Redenção, o Redenção.cc.
O projeto reúne algo muito interessante da internet, que é a possibilidade de participação e interação das pessoas no ambiente virtual, aliado a realidade local. Dessa forma, as pessoas podem participar ativamente na construção de uma cidade melhor e mais democrática. Para começar a utilizar o site basta o cidadão criar um usuário e se conectar com sua conta do Twitter, Facebook ou Google. Os conteúdos que ele vier a produzir e compartilhar podem ser publicados diretamente em suas redes sociais, como Twitter, Facebook, YouTube e Vimeo.
COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - É o portal ideal para o cidadão apontar o local de seus anseios e preocupações com relação a diversos tópicos nas áreas da segurança, cidadania e civismo. Fatalmente este mapa será analisado pelas autoridades de cada área, podendo servir para diagnosticar problemas.
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