Ensaio uma resposta antes de alguns dias de folga. Blog Reinaldo Azevedo, REVISTA VEJA, 13/07/2011 às 5:18
Juan Arias, correspondente do jornal espanhol El País no Brasil, escreveu no dia 7 um artigo indagando onde estão os indignados do Brasil. Por que não ocupam as praças para protestar contra a corrupção e os desmandos? Não saberiam os brasileiros reagir à hipocrisia e à falta de ética dos políticos? Será mesmo este um país cujo povo tem uma índole de tal sorte pacífica que se contentaria com tão pouco? Publiquei, posts abaixo, a íntegra de seu texto. Afirmei que ensaiaria uma resposta, até porque a indagação de Arias, um excelente jornalista, é procedente e toca, entendo, numa questão essencial dos dias que correm. A resposta não é simples nem linear. Há vários fatores distintos que se conjugam. Vamos lá.
Povo privatizado
O “povo” não está nas ruas, meu caro Juan, porque foi privatizado pelo PT. Note que recorro àquele expediente detestável de pôr aspas na palavra “povo” para indicar que o sentido não é bem o usual, o corriqueiro, aquele de dicionário. Até porque este escriba não acredita no “povo” como ente de valor abstrato, que se materializa na massa na rua. Eu acredito em “povos” dentro de um povo, em correntes de opinião, em militância, em grupos organizados — e pouco importa se o que os mobiliza é o Facebook, o Twitter, o megafone ou o sino de uma igreja. Não existe movimento popular espontâneo. Essa é uma das tolices da esquerda de matriz anarquista, que o bolchevismo e o fascismo se encarregaram de desmoralizar a seu tempo. O “povo na rua” será sempre o “povo na rua mobilizado por alguém”. Numa anotação à margem: é isso o que me faz ver com reserva crítica — o que não quer dizer necessariamente “desagrado” — a dita “Primavera Árabe”. Alguém convoca os “povos”.
No Brasil, as esquerdas, os petistas em particular, desde a redemocratização, têm uma espécie de monopólio da praça. Disse Castro Alves: “A praça é do povo como o céu é do condor”. Disse Caetano Veloso: “A praça é do povo como o céu é do avião” (era um otimista; acreditava na modernização do Bananão). Disse Lula: “A praça é do povo como o povo é do PT”. Sim, responderei ao longo do texto por que os não-petistas não vão às ruas quase nunca. Um minutinho. Seguindo.
O “povo” não está nas ruas, meu caro Juan Arias, porque o PT compra, por exemplo, o MST com o dinheiro que repassa a suas entidades não exatamente para fazer reforma agrária, mas para manter ativo o próprio aparelho político — às vezes crítico ao governo, mas sempre unido numa disputa eleitoral. Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Haddad, ministro da Educação e candidato in pectore do Apedeuta à Prefeitura de São Paulo, estarão neste 13 de julho no 52º Congresso da UNE. Os míticos estudantes não estão nas ruas porque empenhados em seus protestos a favor. Você tem ciência, meu caro Juan, de algum outro país do mundo em que se fazem protestos a favor do governo? Talvez na Espanha fascista que seus pais conheceram, felizmente vencida pela democracia. Certamente na Cuba comuno-fascistóide dos irmãos Castro e na tirania síria. E no Brasil. Por quê?
Porque a UNE é hoje uma repartição pública alimentada com milhões de reais pelo lulo-petismo. Foi comprada pelo governo por quase R$ 50 milhões. Nesse período, esses patriotas, meu caro Juan, se mobilizaram, por exemplo, contra o “Provão”, depois chamado de Enade, o exame que avalia a qualidade das universidades, mas não moveram um palha contra o esbulho que significa, NA FORMA COMO EXISTE, o ProUni, um programa que já transferiu bilhões às mantenedoras privadas de ensino, sem que exista a exigência da qualidade. Não se esqueça de que a UNE, durante o mensalão, foi uma das entidades que protestaram contra o que a canalha chamou “golpe da mídia”. Vale dizer: a entidade saiu em defesa de Delúbio Soares, de José Dirceu, de Marcos Valério e companhia. Um de seus ex-presidentes e então um dos líderes das manifestações que resultaram na queda de Fernando Collor é hoje senador pelo PT do Rio e defensor estridente dos malfeitos do PT. Apontá-los, segundo o agora conservador Lindbergh Farias, é coisa de conspiração da “elites”. Os antigos caras-pintadas têm hoje é a cara suja; os antigos caras-pintadas se converteram em verdadeiros caras-de-pau.
Centrais sindicais
O que alguns chamam “povo”, Juan, chegaram, sim, a protestar em passado nem tão distante, no governo FHC. Lá estava, por exemplo, a sempre vigilante CUT. Foi à rua contra o Plano Real. E o Plano Real era uma coisa boa. Foi à rua contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. E a Lei de Responsabilidade Fiscal era uma coisa boa. Foi à rua contra as privatizações. E as privatizações eram uma coisa boa. Saiba, Juan, que o PT votou contra até o Fundef, que era um fundo que destinava mais recursos ao ensino fundamental. E onde estão hoje a CUT e as demais centrais sindicais?
Penduradas no poder. Boa parte dos quadros dos governos Lula e Dilma vem do sindicalismo — inclusive o ministro que é âncora dupla da atual gestão: Paulo Bernardo (Comunicações), casado com Gleisi Hoffmann (Casa Civil). O indecoroso Imposto Sindical, cobrado compulsoriamente dos trabalhadores, sejam sindicalizados ou não, alimenta as entidades sindicais e as centrais, que não são obrigadas a prestar contas dos milhões que recebem por ano. Lula vetou o expediente legal que as obrigava a submeter esses gastos ao Tribunal de Contas da União. Os valentes afirmaram, e o Apedeuta concordou, que isso feria a autonomia das entidades, que não se lembraram, no entanto, de serem autônomas na hora de receber dinheiro de um imposto.
Há um pouco mais, Juan. Nas centrais, especialmente na CUT, os sindicatos dos empregados das estatais têm um peso fundamental, e eles são hoje os donos e gestores dos bilionários fundos de pensão manipulados pelo governo para encabrestar o capital privado ou se associar a ele — sempre depende do grau de rebeldia ou de “bonomia”do empresariado.
O MST, A UNE E OS SINDICATOS NÃO ESTÃO NAS RUAS CONTRA A CORRUPÇÃO, MEU CARO JUAN, PORQUE SÃO SÓCIOS MUITO BEM-REMUNERADOS DESSA CORRUPÇÃO. E fornecem, se necessário, a mão-de-obra para o serviço sujo em favor do governo e do PT. NÃO SE ESQUEÇA DE QUE A CÚPULA DOS ALOPRADOS PERTENCIA TODA ELA À CUT. Não se esqueça de que Delúbio Soares, o próprio, veio da… CUT!
Isso explica tudo? Ou: “Os Valores”
Ainda não!
Ao longo dos quase nove anos de poder petista, Juan, a sociedade brasileira ficou mais fraca, e o estado ficou mais forte; não foi ela que o tornou mais transparente; foi ele que a tornou mais opaca. Em vez de se aperfeiçoarem os mecanismos de controle desse estado, foi esse estado que encabrestou entidades da sociedade civil, engajando-as em sua pauta. Até a antes sempre vigilante Ordem dos Advogados do Brasil flerta freqüentemente com o mau direito — e o STF não menos — em nome do “progresso”. O petismo fez das agências reguladoras meras repartições partidárias, destruindo-lhes o caráter.
Enfraqueceram-se enormemente os fundamentos de uma sociedade aberta, democrática, plural. Em nome da diversidade, da igualdade e do pluralismo, busca-se liquidar o debate. A Marcha para Jesus, citada por você, à diferença do que querem muitos, é uma das poucas expressões do país plural que existe de fato, mas que parece não existir, por exemplo, na imprensa. À diferença do que pretendem muitos, os evangélicos são um fator de progresso do Brasil — se aceitarmos, então, que a diversidade é um valor a ser preservado.
Por que digo isso? Olhe para a sua Espanha, Juan, tão saudavelmente dividida, vá lá, entre “progressistas” e “conservadores” — para usar duas palavras bastante genéricas —, entre aqueles mais à esquerda e aqueles mais à direita, entre os que falam em nome de uma herança socialista e mais intervencionista, e os que se pronunciam em favor do liberalismo e do individualismo. Assim é, você há de convir, em todo o mundo democrático.
Veja que coisa, meu caro: você conhece alguma grande democracia do mundo que, à moda brasileira, só congregue partidos que falam uma linguagem de esquerda? Pouco importa, Juan, se sabem direito o que dizem e são ou não sinceros em sua convicção. O que é relevante é o fato de que, no fim das contas, todos convergem com uma mesma escolha: mais estado e menos indivíduo; mais controle e menos liberdade individual. Como pode, meu caro Juan, o principal partido de oposição no Brasil pensar, no fim das contas, que o problema do PT é de gestão, não de valores? Você consegue se lembrar, insisto, de alguma grande democracia do mundo em que a palavra “direita” virou sinônimo de palavrão? Nem na Espanha que superou décadas de franquismo.
Imprensa
Se você não conhece democracia como a nossa, Juan, sabe que, com as exceções que confirmam a regra, também não há imprensa como a nossa no mundo democrático no que concerne aos valores ideológicos. Vivemos sob uma quase ditadura de opinião. Não que ela deixe de noticiar os desmandos — dois ministros do governo Dilma caíram, é bom deixar claro, porque o jornalismo fez o seu trabalho. Mas lembre-se: nesta parte do texto, trato de valores.
Tome como exemplo o Código Florestal. Um dia você conte em seu jornal que o Brasil tem 851 milhões de hectares. Apenas 27% são ocupados pela agricultura e pela pecuária; 0,2% estão com as cidades e com as obras de infra-estrutura. A agricultura ocupa 59,8 milhões (7% do total); as terras indígenas, 107,6 milhões (12,6%). Que país construiu a agropecuária mais competitiva do mundo e abrigou 200 milhões de pessoas em apenas 27,2% de seu território, incluindo aí todas as obras de infra-estrutura? Tais números, no entanto — do IBGE, do Ibama, do Incra e da Funai — são omitidos dos leitores (e do mundo) em nome da causa!
A crítica na imprensa foi esmagada pelo engajamento; não se formam nem se alimentam valores de contestação ao statu quo — que hoje, ora veja!, é petista. Por quê? Porque a imprensa de viés realmente liberal é minoritária no Brasil. Dá-se enorme visibilidade aos movimentos de esquerdistas, mas se ignoram as manifestações em favor do estado de direito e da legalidade. Curiosamente, somos, sim, um dos países mais desiguais do mundo, que está se tornando especialista em formar líderes que lutam… contra a desigualdade. Entendeu a ironia?
Quem vai à rua?
Ora, Juan, quem vai, então, à rua? Os esquerdistas estão se fartando na lambança do governismo, e aqueles que não comungam de suas idéias e que lastimam a corrupção e os desmandos praticamente inexistem para a opinião pública. Quando se manifestam, são tratados como párias. Ou não é verdade que a imprensa trata com entusiasmo os milhões da parada gay, mas com evidente descaso a marcha dos evangélicos? A simples movimentação de algumas lideranças de um bairro de classe média para discutir a localização de uma estação de metro é tratada por boa parte da imprensa como um movimento contra o… “povo”.
As esquerdas dos chamados movimentos sociais estão, sim, engajadas, mas em defender o governo e seus malfeitos. Afirmam abertamente que tudo não passa de uma conspiração contra os movimentos populares. As esquerdas infiltradas na imprensa demonizam toda e qualquer reação de caráter legalista — ou que não comungue de seus valores ditos “progressistas” — como expressão não de um pensamento diferente, divergente, mas como manifestação de atraso.
Descrevi, meu caro Juan, o que vejo. Isso tem de ser necessariamente assim? Acho que não! A quem cabe, então, organizar a reação contra a passividade e a naturalização do escândalo, na qual se empenha hoje o PT? Essa indagação merecerá resposta num outro texto, que este já vai longe. Fica para depois do meu descanso.
Do seu colega brasileiro Reinaldo Azevedo.
A mobilização social é um vigoroso instrumento de defesa de direitos e poderoso para pressionar os Poderes no exercício de seus deveres, obrigações, finalidade pública, observância da supremacia do interesse público, zelo dos recursos públicos e gestão voltada à qualidade de vida do povo. Não existe um futuro promissor para uma nação de cidadãos servis e acomodados que entrega o poder aos legisladores permissivos, a uma justiça leniente e aos governantes negligentes, perdulários e ambiciosos que cobram impostos abusivos, desperdiçam dinheiro público, sonegam saúde, submetem a educação, estimulam a violência, tratam o povo com descaso e favorecem a impunidade dos criminosos.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
quarta-feira, 13 de julho de 2011
SERVIDORES DO DNIT PROTESTAM CONTRA A CORRUPÇÃO
Manifestação. Servidores do Dnit fazem protesto em Brasília contra corrupção - O GLOBO, 13/07/2011 às 11h27m; Roberto Maltchik
BRASÍLIA - Um grupo de servidores do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) faz nesta quarta-feira um protesto na sede do órgão. Eles seguirão até o Congresso Nacional, para pedir a apuração imediata de denúncia de corrupção e a punição dos envolvidos. O grupo afirma em nota que será "inócua" a substituição de dirigentes se não forem adotadas medidas para reestruturar e profissionalizar a gestão do departamento responsável pelas obras viárias federais no país.
De acordo com o dirigente do sindicato dos servidores do Dnit, João Bosco de Oliveira, os manifestantes não defendem ou acusam o diretor-geral afastado Luiz Antônio Pagot, que está em férias e presta depoimento na Câmara dos Deputados. Apesar de o diretor afastado ter negado as denúncias de corrupção, durante depoimento na terça-feira ao Senado , o governo já deixou claro que Pagot não deve retornar à função. Pagot foi um dos quatro afastados por Dilma , após a denúncia da revista "Veja" sobre um esquema de corrupção que incluía superfaturamento de obras e recebimento de propina por alguns funcionários do Ministério dos Transportes e de órgãos vinculados à Pasta. A denúncia culminou com a demissão do então ministro Alfredo Nascimento . A presidente nomeou na noite de segunda-feira o secretário-executivo Paulo Sérgio Passos para o lugar de Nascimento .
- Não somos contra nem a favor do Pagot. Pagot menos, Pagot mais, não muda nada. O que eu digo é que o Pagot tem uma dívida conosco. Há quatro anos, ele disse que faria um choque de gestão. Cadê o choque de gestão? Eu o questionei, e o Pagot me disse que não tem autonomia para fazer o choque de gestão - disse Bosco.
'Principal foco de corrupção está no preenchimento de postos estratégicos', diz nota
De acordo com o grupo, o principal foco de corrupção está no preenchimento dos postos estratégicos do órgão "por pessoas estranhas aos quadros da administração pública, sem concurso, por livre nomeação dos partidos que comandam o Ministério dos Transportes".
"Este DNA gerencial é sensível a várias enfermidades do caráter humano de todos os lugares e tempos, dentre eles o mais danoso: a corrupção!", afirma nota divulgada.
Além da reestrutura de gestão, os manifestantes reivindicam a realização de novos concursos públicos, nomeação dos aprovados, nomeação de servidores públicos para cargos de comando e aumento salarial aos servidores de carreira.
Na nota que foi encaminhada à direção do órgão, os manifestantes também criticaram a falta de recursos materiais para atender as crescentes demandas de trabalho e a falta de estrutura nas unidades locais em todo o território brasileiro. De acordo com Bosco, um dos maiores problemas é a forma pouco transparente como agem dentro do órgão os servidores terceirizados e os indicados pelas empreiteiras.
O grupo que se deslocará para o Congresso Nacional é formado por aproximadamente 50 pessoas. Elas devem fazer uma caminhada no Congresso, visitar comissões e depois farão uma avaliação dos resultados em reunião na sede do Dnit.
BRASÍLIA - Um grupo de servidores do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) faz nesta quarta-feira um protesto na sede do órgão. Eles seguirão até o Congresso Nacional, para pedir a apuração imediata de denúncia de corrupção e a punição dos envolvidos. O grupo afirma em nota que será "inócua" a substituição de dirigentes se não forem adotadas medidas para reestruturar e profissionalizar a gestão do departamento responsável pelas obras viárias federais no país.
De acordo com o dirigente do sindicato dos servidores do Dnit, João Bosco de Oliveira, os manifestantes não defendem ou acusam o diretor-geral afastado Luiz Antônio Pagot, que está em férias e presta depoimento na Câmara dos Deputados. Apesar de o diretor afastado ter negado as denúncias de corrupção, durante depoimento na terça-feira ao Senado , o governo já deixou claro que Pagot não deve retornar à função. Pagot foi um dos quatro afastados por Dilma , após a denúncia da revista "Veja" sobre um esquema de corrupção que incluía superfaturamento de obras e recebimento de propina por alguns funcionários do Ministério dos Transportes e de órgãos vinculados à Pasta. A denúncia culminou com a demissão do então ministro Alfredo Nascimento . A presidente nomeou na noite de segunda-feira o secretário-executivo Paulo Sérgio Passos para o lugar de Nascimento .
- Não somos contra nem a favor do Pagot. Pagot menos, Pagot mais, não muda nada. O que eu digo é que o Pagot tem uma dívida conosco. Há quatro anos, ele disse que faria um choque de gestão. Cadê o choque de gestão? Eu o questionei, e o Pagot me disse que não tem autonomia para fazer o choque de gestão - disse Bosco.
'Principal foco de corrupção está no preenchimento de postos estratégicos', diz nota
De acordo com o grupo, o principal foco de corrupção está no preenchimento dos postos estratégicos do órgão "por pessoas estranhas aos quadros da administração pública, sem concurso, por livre nomeação dos partidos que comandam o Ministério dos Transportes".
"Este DNA gerencial é sensível a várias enfermidades do caráter humano de todos os lugares e tempos, dentre eles o mais danoso: a corrupção!", afirma nota divulgada.
Além da reestrutura de gestão, os manifestantes reivindicam a realização de novos concursos públicos, nomeação dos aprovados, nomeação de servidores públicos para cargos de comando e aumento salarial aos servidores de carreira.
Na nota que foi encaminhada à direção do órgão, os manifestantes também criticaram a falta de recursos materiais para atender as crescentes demandas de trabalho e a falta de estrutura nas unidades locais em todo o território brasileiro. De acordo com Bosco, um dos maiores problemas é a forma pouco transparente como agem dentro do órgão os servidores terceirizados e os indicados pelas empreiteiras.
O grupo que se deslocará para o Congresso Nacional é formado por aproximadamente 50 pessoas. Elas devem fazer uma caminhada no Congresso, visitar comissões e depois farão uma avaliação dos resultados em reunião na sede do Dnit.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
TUCANADA DO BEM - JOVENS PARTIDÁRIOS PROTESTAM CONTRA A CORRUPÇÃO
Jovens tucanos lavam calçada do Dnit em protesto contra a corrupção em Cuiaba - O GLOBO, 11/07/2011 às 18h43m; Anselmo Carvalho Pinto, especial para O Globo
CUIABÁ. Organizada pela ala jovem do PSDB, a lavagem da calçada do Departamento Nacional da Dnit em Mato Grosso reuniu um grupo de 15 pessoas, a maioria estudantes, nesta segunda-feira à tarde, em Cuiabá. Apesar da baixa adesão, os idealizadores avaliam que o ato conseguiu repercussão na internet.
- Isso aqui é um ato simbólico. A grande mobilização está acontecendo pelas mídias sociais - disse o vice-presidente do PSDB Jovem, Alexandre Santaella.
Com vassouras, sabão em pó e desinfetante, os manifestantes gritavam palavras de ordem contra o diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot, que foi afastado do cargo após denúncias de corrupção.
Os tucanos exibiram faixas com dizeres que faziam trocadilho com o nome do diretor-geral. "Sou pobre, mas meu dinheiro pagot o mensalão do PR", dizia uma delas. Dois vereadores do PSDB também participaram do ato.
Segundo o presidente do PSDB Jovem, Wladmir Colman, esta é apenas a primeira de uma série de mobilizações contra a corrupção.
- Já convidamos membros de outros partidos. Haverá outros atos", prometeu. O movimento foi intitulado "Tucanada do Bem".
Para impedir que manifestantes entrassem no órgão, o superintendente do Dnit, Nilton de Britto, homem de confiança de Pagot, ordenou que a entrada principal fosse trancada. Em entrevista coletiva, ele preferiu não polemizar com os manifestantes.
- Estamos em uma democracia. Protestar é um direito do cidadão. Todos são contra a corrupção. Eu também sou. Mas posso garantir que, aqui no Dnit de Mato Grosso, não existe corrupção - disse.
Britto afirmou não ter certeza de que Pagot será mesmo demitido ao final de suas férias, mas garantiu que, caso haja mudança, deixará o cargo à disposição do diretor-geral que vier a assumir.
Britto avaliou que as denúncias contra Pagot podem ter sido publicadas na imprensa por "interesses políticos", em razão da importância do cargo.
- É muito cobiçado - disse.
Por determinação do ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento, o Dnit suspendeu uma licitação de R$ 357 milhões para obras viárias em Cuiabá, que compõem o projeto de Mobilidade Urbana da Copa do Mundo de 2014. Licitações de outras sete obras menores, totalizando R$ 100 milhões, também foram suspensas.
CUIABÁ. Organizada pela ala jovem do PSDB, a lavagem da calçada do Departamento Nacional da Dnit em Mato Grosso reuniu um grupo de 15 pessoas, a maioria estudantes, nesta segunda-feira à tarde, em Cuiabá. Apesar da baixa adesão, os idealizadores avaliam que o ato conseguiu repercussão na internet.
- Isso aqui é um ato simbólico. A grande mobilização está acontecendo pelas mídias sociais - disse o vice-presidente do PSDB Jovem, Alexandre Santaella.
Com vassouras, sabão em pó e desinfetante, os manifestantes gritavam palavras de ordem contra o diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot, que foi afastado do cargo após denúncias de corrupção.
Os tucanos exibiram faixas com dizeres que faziam trocadilho com o nome do diretor-geral. "Sou pobre, mas meu dinheiro pagot o mensalão do PR", dizia uma delas. Dois vereadores do PSDB também participaram do ato.
Segundo o presidente do PSDB Jovem, Wladmir Colman, esta é apenas a primeira de uma série de mobilizações contra a corrupção.
- Já convidamos membros de outros partidos. Haverá outros atos", prometeu. O movimento foi intitulado "Tucanada do Bem".
Para impedir que manifestantes entrassem no órgão, o superintendente do Dnit, Nilton de Britto, homem de confiança de Pagot, ordenou que a entrada principal fosse trancada. Em entrevista coletiva, ele preferiu não polemizar com os manifestantes.
- Estamos em uma democracia. Protestar é um direito do cidadão. Todos são contra a corrupção. Eu também sou. Mas posso garantir que, aqui no Dnit de Mato Grosso, não existe corrupção - disse.
Britto afirmou não ter certeza de que Pagot será mesmo demitido ao final de suas férias, mas garantiu que, caso haja mudança, deixará o cargo à disposição do diretor-geral que vier a assumir.
Britto avaliou que as denúncias contra Pagot podem ter sido publicadas na imprensa por "interesses políticos", em razão da importância do cargo.
- É muito cobiçado - disse.
Por determinação do ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento, o Dnit suspendeu uma licitação de R$ 357 milhões para obras viárias em Cuiabá, que compõem o projeto de Mobilidade Urbana da Copa do Mundo de 2014. Licitações de outras sete obras menores, totalizando R$ 100 milhões, também foram suspensas.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
LONDRINA CONTRA A CORRUPÇÃO E IRREGULARIDADES NA SAÚDE
Manifestantes fazem buzinaço contra a corrupção em Londrina. PARANÁ TV LONDRINA, Sexta-feira, 17/06/2011
Movimento foi organizado em redes sociais na internet.
Movimento foi organizado em redes sociais na internet.
CAMPO GRANDE CONTRA A CORRUPÇÃO
Campo-grandense faz protesto contra corrupção - MS TV CAMPO GRANDE, Sábado, 02/07/2011
Movimento iniciado na Internet ganhou as ruas em um protesto, em Campo Grande, contra corrupção.
Movimento iniciado na Internet ganhou as ruas em um protesto, em Campo Grande, contra corrupção.
terça-feira, 5 de julho de 2011
OUTDOOR DE APELO PARA OS LADRÕES

Revoltados com assaltos, moradores de bairro na Grande Curitiba fazem outdoor de apelo a ladrões - 05/07/2011 às 20h16m - O Globo. Globo.com/Paraná TV 2ª Edição
CURITIBA - Moradores do bairro Ouro Verde, em Campo Largo, na Grande Curitiba, com medo de sair de casa e dar de cara com um assaltante armado resolveram apelar, para o bandido. Mandaram fazer um outdoor com uma mensagem direta aos criminosos: "Srs. assaltantes. Mudem de bairro. Aqui todos já foram assaltados".
A iniciativa partiu da revolta de 12 moradores, todos vítimas da violência.
- Foi um ato de desespero. Foi uma solução que encontramos para tentar melhorar o que está acontecendo aqui no bairro - diz Danielle Pessoa, presidente da associação de moradores e comerciantes do bairro.
A mensagem com letras gigantes foi colocada perto de uma loja onde um comerciante foi assaltado.
- (Eles) subiram na calçada e nisso já desceram sete "elementos" do carro. Um deles colocou a arma no meu peito. Levaram quase tudo o que eu tinha - diz a vítima.
No último dia sábado, no meio da tarde, imagens mostram dois motoqueiros armados invadindo uma loja e ameaçando clientes e funcionários. Em seguida, a dupla foge com o dinheiro do caixa.
A polícia informou que prendeu nesta terça-feira um homem suspeito de integrar a quadrilha que age no bairro.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
O GRITO NAS PRAÇAS DO FUTEBOL

Neste fim de semana, partilhando notícias e comentários sobre o cenário de terror e corrupção que vem destruindo e sucateando princípios, valores, programas sociais e direitos fundamentais no Distrito Federal e praticamente em todos os Estados no Brasil, meu filho maior sugeriu a ideia de um forte clamor popular partindo das arquibancadas dos estádios brasileiros, como ocorriam nos idos de 69.
Lembrou ele que, qualquer manifestação pacífica e visual de grande impacto nestas praças de futebol, poderia gerar muito publicidade e pressão contra aqueles que permanecem "cegos", "distantes" e "omissos" para as questões de ordem pública e "se lixam para a opinião pública", já que abrange um grande número de telespectadores que acompanham o futebol, além de repercutir em todo o Brasil e no exterior em todos os veículos da mídia.
E o impacto só depende da mobilização de um certo número de pessoas seguindo o mesmo propósito do clamor popular, portando cartazes com palavras ou imagens que possam determinar o motivo e expressar a manifestação de repúdio, indignação ou vergonha. Uma corrente solidária com cartazes, faixas e bandeiras se transmitiria através de torcedores anônimos em todos os estádios brasileiros numa demonstração de amor ao país e à paz social que todos desejamos.
Os Estádio de Futebol em todo o Brasil seriam os palcos desta vigorosa campanha de reação popular contra o desgoverno, contra a corrupção, contra a insegurança, contra a criminalidade, contra a benevolência das leis, contra a morosidade da justiça e contra outras mazelas que estão impedindo a paz social na convivência em sociedade no nosso país.
Esta campanha não poderia agregar login ou interesse pessoal ou partidário, mas cívico e de interesse público.
As pessoas poderiam levar para o estádios o seu sentimento e a demonstração de que, apesar de pagarem o elevado custo da máquina pública em impostos abusivos e de se sentirem amarradas, amordaçadas e impotentes, elas não estão adormecidas e querem uma nação melhor para se viver, trabalhar, produzir e criar seus filhos em segurança, com saúde e educação de qualidade.
As praças de futebol seriam o coliseu desta nova postura do povo brasileiro que, carregando seus cartazes, baixaria o polegar para a corrupção, para a exclusão social, para a saúde precária, para a educação deficiente, para a desordem pública, para a insegurança jurídica, para a morosidade judiciária e para a impunidade da bandidagem. Enfim um ato de repúdio contra todas as mazelas que fomentam o terror e a injustiça ameaçando, saqueando e vitimando o povo brasileiro.
A imagem é de 1969. Uma imagem que se poderia repetir pelo ótimo exemplo na época e muito oportuno nos dias de hoje para mostrar o nosso descontentamento, acordar os ainda sonolentos e tirar as vendas, as amarras e os interesses pessoais e corporativos que impedem a visão, as políticas corretas e a ética dos governantes. O que acham!
Assinar:
Postagens (Atom)