A mobilização social é um vigoroso instrumento de defesa de direitos e poderoso para pressionar os Poderes no exercício de seus deveres, obrigações, finalidade pública, observância da supremacia do interesse público, zelo dos recursos públicos e gestão voltada à qualidade de vida do povo. Não existe um futuro promissor para uma nação de cidadãos servis e acomodados que entrega o poder aos legisladores permissivos, a uma justiça leniente e aos governantes negligentes, perdulários e ambiciosos que cobram impostos abusivos, desperdiçam dinheiro público, sonegam saúde, submetem a educação, estimulam a violência, tratam o povo com descaso e favorecem a impunidade dos criminosos.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

ORÇAMENTO ESTADUAL 2012 - SEGURANÇA, SAÚDE E EDUCAÇÃO


Eleitores escolhem prioridades de 2012 - ZERO HORA 10/08/2011

Pela internet ou em 12 mil urnas espalhadas pelo Estado, os gaúchos poderão escolher hoje as prioridades da sua região para o orçamento de 2012. A Votação de Prioridades substitui a Consulta Popular e incorpora elementos do Orçamento Participativo.

Os eleitores poderão escolher entre 442 projetos, que somam investimentos num total de R$ 165 milhões. Às 10h15min, Tarso Genro dará seu voto pela internet (www.participa.rs.gov.br). Nas urnas, a votação vai das 8h às 21h, e, pela internet, das 8h às 24h.


PARTICIPAÇÃO POPULAR E CIDADÃ - Orçamento Estadual 2012

Votação de Prioridades por região - Dia 10 de agosto de 2011

Aos servidores e às servidoras do Governo do Estado!

Durante os últimos seis meses elaboramos de forma participativa o Plano Plurianual e o Orçamento Estadual de 2012.

Foram intensos debates em todas as regiões e municípios do nosso Estado sobre as necessidades do desenvolvimento do Estado.

Agora, estamos todos sendo convidados a votar nos projetos prioritários de nossas regiões dentre os relacionados durante as assembleias municipais e fóruns regionais.

Queremos conclamar a todos para participar deste momento de tomada de decisão da cidadania, além de auxiliar na multiplicação desta informação. A votação poderá ser feita de duas formas:

A) VOTAÇÃO EM URNA DE LONA: em TODOS OS MUNICÍPIOS - LOCAIS PÚBLICOS

Requisitos: Eleitor com documento de Identidade

B) VOTAÇÃO ELETRÔNICA: no Portal da Participação - www.participa.rs.gov.br

Requisitos: Nº da Carteira de Identidade + Identificação (automática) do Nº do Título de Eleitor - A Lista de Votação será da Região a qual o eleitor tem seu Domicílio Eleitoral.

Sua participação é um exercício da cidadania! Acesse a relação de projetos de cada região no Portal da Participação:

www.participa.rs.gov.br

João Motta, Secretário do Planejamento, Gestão e Participação Cidadã


COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Esta na hora do povo gaúcho acordar para a realidade e começar a lutar pelas três áreas mais vitais para a paz social - SEGURANÇA, SAÚDE E EDUCAÇÃO. É contraponto para uma pesquisa onde os prefeitos gaúchos manifestaram a vontade política por ESTRADAS visando o interesse econômico, ao invés de priorizar a vida, a cultura e o patrimônio dos seus munícipes. A VIDA, A CULTURA E O PATRIMÔNIO são bens eternos mais valiosos que estradas e outros interesses memramente eleitoreiros. A REAÇÃO POPULAR contra as demagogia e negligências do Estado se inicia PARTICIPANDO e entrando em todas as portas e oportunidades onde o povo pode se manifestar pelo voto, pela voz e pela escrita.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

DNIT - SERVIDORES NOMEADOS "EM CARÁTER TRANSITÓRIO" INCITAM REBELDIA DE FUNCIONÁRIOS

Três servidores nomeados no Dnit incitam funcionário a se rebelarem - Josie Jeronimo - CORREIO BRAZILIENSE, 09/08/2011 08:29

Os três servidores nomeados “em caráter transitório” para ocupar diretorias do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) mobilizam funcionários do órgão para promover um levante contra cinco das sete indicações da presidente Dilma Rousseff para as diretorias efetivas. Na manhã de ontem, Luiz Heleno Albuquerque, interino da Diretoria Executiva; Eloi Angelo Palma; interino da Diretoria de Infraestrutura Rodoviária; e Marcelo Almeida Pinheiro Chagas, interino da Diretoria de Infraestrutura Rodoviária, comandaram assembleia de servidores no auditório do órgão, no Setor de Autarquias Norte, em Brasília, cobrando alterações na lista de indicações do governo — prevista para ser sabatinada no Senado nos próximos dias. Os funcionários foram convocados pelo sistema de som do prédio do Dnit e o Correio acompanhou a mobilização.

Aplaudido por cerca de 500 servidores que lotaram o auditório, com todas as cadeiras preenchidas e grande número de funcionários em pé, Luiz Heleno foi o autor do discurso mais inflamado. O diretor temporário afirmou que a presidente tem a prerrogativa de escolher o diretor-geral do Dnit — indicação que ficou com o general Jorge Ernesto Pinto Fraxe — e o secretário executivo do departamento — na lista de Dilma, é o servidor da Controladoria-Geral da União (CGU) Tarcísio Gomes de Freitas —, mas o quadro técnico teria que ficar com o próprio Dnit. Luiz Heleno elogiou a escolha de Fraxe e de Tarcísio, mas questionou os critérios adotados nas outras cinco indicações.

O diretor interino disse ainda que muitos funcionários do Dnit tinham currículo “até melhor” do que os indicados, e que a escolha da nova diretoria “não contemplou discussão interna”. Ainda de acordo com Luiz Heleno, a lista foi feita “de cima para baixo” e o fato de nenhum servidor do órgão ter sido lembrado significa uma “intervenção branca” no departamento. No quadro técnico escolhido pela Presidência, a Secretaria de Gestão dos Programas dos Transportes, também da pasta, foi prestigiada com três indicações; o Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) com uma; e um funcionário do Ministério da Fazenda em exercício no governo do Rio de Janeiro ficou com um posto na área financeira. “O Dnit não vai ser uma casa de cordeiros esperando a faca entrar no nosso bucho”, discursou Luiz Heleno.

Ameaças

Durante a assembleia, os oradores afirmaram que, se os quadros do Dnit não fossem contemplados nas indicações, a rotina do trabalho poderia ser “prejudicada”. A paralisação seria usada como forma de pressão contra o governo. Luiz Heleno informou que a reunião seria curta, pois ele ainda se encontraria com o ministro Paulo Sérgio Passos ontem. Ele perguntou aos funcionários se poderia apresentar ao ministério o pleito como um pedido de todo os servidores. Os funcionários levantaram as mãos e aprovaram a representação do diretor temporário.

Antes do fim da reunião, um servidor pegou o microfone para pedir que os três diretores não entregassem os cargos, pois poderia acarretar a extinção do órgão e a paralisação das licitações — o governo convocou os diretores temporários para garantir o quorum da diretoria colegiada do Dnit, responsável pela avaliação das concorrências públicas. Servidores aplaudiram a manifestação de Luiz Heleno e reforçaram as críticas à lista de Dilma. “Os indicados não têm know how, só currículo acadêmico”, criticou um funcionário. “São 2.800 servidores e nenhum se qualifica para ser diretor?”, questionou outro servidor.

Após o encontro dos diretores temporários com os servidores, o Correio tentou entrevistar Luiz Heleno, mas o diretor interino não quis falar sobre as críticas contra os indicados do governo e pediu que a reportagem procurasse a assessoria do órgão. Questionada se a mobilização dos servidores tinha o objetivo de pleitear a manutenção dos diretores temporários no cargo, a assessoria respondeu que os interinos não fizeram isso para permanecerem nos respectivos postos, mas porque “acham que tem que ter gente da casa” na lista de indicados.

Ainda de acordo com a assessoria de imprensa, os diretores interinos se reuniram com o secretário executivo do Ministério dos Transportes, Miguel Masella, e não com o ministro. Eles afirmaram que não renunciarão às diretorias temporárias e ouviram do secretário executivo o compromisso de que servidores do Dnit serão nomeados para as coordenações-gerais. O órgão tem 21 cargos dessa categoria.

domingo, 7 de agosto de 2011

SOCIEDADE CIDADÃ E A MATURIDADE

SOCIEDADE CIDADÃ. SYNARA JACQUES BUTTELLI, PROMOTORA DE JUSTIÇA – PROMOTORIA REGIONAL DA EDUCAÇÃO DE PORTO ALEGRE - zero hora 06/08/2011

Recentes artigos em ZH abordam democracia cidadã, presídios, hospitais e escolas.

Como atingir a democracia cidadã e fazer a sociedade exigir do poder público (União, Estado ou município) devido e adequado atendimento na saúde, educação e segurança pública, quando grande parte da população não refletirá sobre isso?

Percebo, como promotora de Justiça, da área de educação, pessoas, que precisariam se envolver e buscar fazer o Estado cumprir sua parte, nem sequer saberem ler ou escrever seu nome – embora atingida até a 5ª série do Ensino Fundamental. Exigir do Estado não pode ser apenas querer que só o Estado “faça tudo”. Vejo essas pessoas esperarem que o Estado faça tudo por elas! Entendem não terem obrigações, apenas direitos. Marcam consulta médica no posto de saúde e deixam de ir: “não acordei”, “não queria sair” ou “esqueci”, são justificativas. Não entendem que outro cidadão, também com direitos, necessitava muito da consulta e perdeu a oportunidade.

Na escola, alertados sobre seus deveres, pais e mães devolvem toda e qualquer responsabilidade àquela, pois “paga” para isso: “educar”, e “não para exigir” dos filhos. Juiz, promotor de Justiça e conselheiro tutelar atendem pais ou “responsáveis”, pretendendo “entregar” filhos e pupilos adolescentes, pois “rebeldes e desobedientes”. Comunidades, tomadas por grupos de tráfico de entorpecentes, em guerra, fortemente armados, não permitindo a “entrada”, em determinados locais, senão pela autorização de quem manda – nunca o poder público. “Comandantes” vinculados aos “prefeitos” do Presídio Central.

Espero que nossa democracia, hoje na infância, atinja a maturidade, com responsabilidade e consciência dos deveres do poder público, mas também dos seus próprios. Espero que isso ocorra com a “transparência e o controle social, atuando de forma sistêmica, articulada e coordenada” (o Pacto Republicano, proposto pelo governo do RS).

Só não sei como isso acontecerá numa sociedade que não despertou para a importância da educação, como fator que resolverá ou, ao menos, atenuará os índices significativos de corrupção e desfalque aos cofres públicos (os altos impostos que pagamos). Não deixo de aplaudir proposta do governo estadual (e federal) sobre políticas para impulso ao ensino técnico no nível médio. Apenas receio sobre o êxito, eis que grande parte dos jovens (em especial da rede pública) nem sequer consegue ler textos e interpretá-los ou escrever corretamente algumas linhas. Não haverá sucesso enquanto não for dada devida atenção à educação infantil e primeiros anos do ensino formal, cuja relevância para desenvolvimento da sociedade é fartamente demonstrada, melhorando índices de Ideb, PIB, produção e consumo. Tudo que faz a sociedade funcionar num ciclo favorável, gerando desenvolvimento.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Assim como a meritíssima juíza ADRIANA DA SILVA RIBEIRO, Juíza da Vara de Execuções Criminais, no seu artigo "PRESÍDIOS, HOSPITAIS, ESCOLAS", publicado em Zero Hora 03/08/2011 e na postagem no blog Mazelas do Judiciário*, a digníssima promotora coloca nas costas da sociedade a solução dos problemas que ocorrem diante da omissões, das negligências e do descaso da classe política quando no governo.

Vamos responder a pergunta sugerida pela autora do artigo - "Como atingir a democracia cidadã e fazer a sociedade exigir do poder público (União, Estado ou município) devido e adequado atendimento na saúde, educação e segurança pública, quando grande parte da população não refletirá sobre isso? - com outras duas perguntas:

- Como atingir a democracia, refletir e exigir do poder público (União, Estado ou município)o devido e adequado atendimento na saúde, educação e segurança pública, se, as custosas estruturas do Judiciário e dos instrumentos essenciais à justiça deixam de cumprir suas funções precípuas para impedir o desrespeito às leis na aplicação das cotas previstas, a violência nas filas e emergências de hospitais, o sucateamento das escolas e as violações de direitos humanos dentro dos presídios?

- O que um povo impotente e abandonado pelo Judiciário, pelo Ministério Público e pela Defensoria podem fazer contra o Poder político?

- De que adianta pagar altos impostos para manter salários vultuosos para juizes, promotores públicos e defensores públicos se a contrapartida é mínima diante da ingerência, influência e dependência destes poderes para com a classe política que tem o poder de aprovar salários, nomear cargos e manipular as leis impunemente?

Concluindo, acredito numa maturidade dos jovens que estão vindo para exigir do Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria pública o cumprimento de suas funções essenciais entre as quais a aplicação coativa da lei, a vigilância das ilicitudes e a defesa de direitos, todos amparados por leis mais fortes advindos do clamor popular e da mobilização destes poderes para mudar o benevolente comportamento político e judicial instalado no Brasil. São estes poderes que a sociedade deve apoiar, defender e exigir ações mais coativas para impedir as omissões, os atos secretos e dissimulados, os programas falaciosos, as demagigias, a corrupção e violações e remendos das leis para promover privilégios, desvios e interesses pessoais e partidários.


* http://mazelasdojudiciario.blogspot.com/2011/08/presidios-hospitais-escolas.html

sábado, 6 de agosto de 2011

VIVA TONHO CROCCO!

LUCIANO ALABARSE, DIRETOR TEATRAL, COORDENADOR DO PORTO ALEGRE EM CENA - 04/08/2011

Estarrecido diante da página da Zero Hora. Foi assim que me senti ao ler a matéria publicada neste jornal ontem. Não conheço pessoalmente o músico Tonho Crocco, embora escute, com prazer, muitas canções de sua banda, a Ultramen. Vamos aos fatos.

Tonho é alvo de uma ação processual, iniciada na Assembleia Legislativa, que, acreditando na reportagem, pode levá-lo a pegar dois anos de cadeia. Tudo em função de uma música intitulada Gangue da Matriz, cuja letra se reporta, diretamente, ao aumento salarial que nossos deputados votaram e aprovaram em benefício próprio. Não entro no mérito de ser legítimo ou necessário o generoso reajuste financeiro autoconcedido. Vá que haja razões que desafiam a lógica, e que os deputados tenham razão... O que discuto aqui, no mês em que comemoramos 50 anos da Legalidade, esse extraordinário movimento capitaneado por Leonel Brizola e que mobilizou a sociedade gaúcha contra a ideia de negar ao Jango o direito legítimo de assumir a presidência do Brasil, é o fato de um deputado do PDT, partido desse grande e libertário político, tomar uma atitude dessas. Vamos combinar: Tonho, como cidadão e artista, tem todo o direito de se expressar, e temos de lhe garantir tal direito. Silenciá-lo sob a mordaça da censura ou da prisão, jamais.

Artistas e políticos são homens públicos. Deveriam saber lidar com críticas negativas, ao se sentirem ameaçados em sua honra, quando confrontados com o contraditório. Não é proibindo filmes destinados ao público adulto ou ameaçando um músico com cadeia que vamos restabelecer os padrões de honestidade e bom senso que todos desejamos para o país. Vai faltar espaço nas prisões, aliás, se todos os que se sentem indignados com as falcatruas e corrupções do Estado brasileiro forem nelas trancafiados. E, se não é esse o caso do aumento salarial, por que atitude de tal dimensão? Não seria mais digno e correto, simplesmente, vir a público e dar a sua versão dos fatos, suas razões, exemplificando assim um padrão democrático de comportamento?

Apelo, como homem público que também sou, ao deputado Giovani Cherini e ao Ministério Público, pela imediata revogação desse processo absurdo. Aí, sim, assegurados aos cidadãos o direito à livre expressão, estaremos construindo o país tão desejado por todos. Serenidade e anistia sempre geram bons resultados. E que deputados e artistas tenham assegurada no país, minimamente, essa tão ansiada liberdade de expressão. Viva Tonho Crocco!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

REAÇÃO CONTRA TRAMOIA NO CONGRESSO PARA CENSURAR A INTERNET



AI - 5 Digital? Fim da liberdade na Internet? - Beatriz Fagundes, Rede Pampa, O Sul, 05 de Agosto de 2011.

Se esse projeto de lei for aprovado, nossa privacidade e liberdade de expressão, criação e acesso on-line ficarão gravemente limitadas.

Recebi o apelo e repasso aos leitores do nosso jornal O Sul: "Caros amigos de todo o Brasil, na semana que vem, o Congresso poderá votar um projeto de lei que representa um golpe contra a liberdade da internet dos brasileiros. A pressão da opinião pública barrou o projeto de lei em 2009 e nós podemos fazer isso de novo. Vamos usar a web para derrotar esse projeto de lei! Envie agora mesmo uma mensagem aos parlamentares sobre o assunto. Temos apenas seis dias para barrar a votação.

O projeto de lei tramita, neste momento, em três comissões da Câmara dos Deputados e esses políticos estão observando atentamente a reação da opinião pública nos dias que antecedem a grande votação. Agora é nossa chance de lançar um protesto nacional e forçá-los a proteger a liberdade da internet. O Brasil tem mais de 75 milhões de internautas e, se unirmos nossas vozes, elas poderão ser ensurdecedoras. Envie uma mensagem agora mesmo às lideranças das comissões de Constituição e Justiça, Ciência e Tecnologia e Segurança Pública e depois divulgue a campanha entre seus amigos e familiares em todo o Brasil: http://www.avaaz.org/po/save_brazils_internet/? vl.

O projeto de lei do deputado Azeredo sobre a internet supostamente teria o objetivo de nos proteger contra fraudadores e hackers. Porém, como alguém que faz uma cirurgia com uma motosserra, as normas excessivamente cautelosas impostas pelo projeto de lei trariam altíssimos custos, sem de fato, cumprir seu objetivo. Em vez de capturar os verdadeiros criminosos, elas penalizariam todos nós. Por esse motivo, até mesmo o importante site antipedofilia, o SaferNet, é contra o PL Azeredo. Se esse projeto de lei for aprovado, nossa privacidade e liberdade de expressão, criação e acesso on-line ficarão gravemente limitadas. Pior do que isso, os provedores de internet que mantêm informações detalhadas sobre nosso histórico de navegação na internet passarão a ser "policiais virtuais" monitorando os usuários a todo o momento.

O projeto de lei tem circulado em Brasília por mais de uma década e a pressão da opinião pública já o derrotou antes. Em 2009, uma consulta pública sobre o "Marco Civil da Internet" barrou o andamento do projeto. Mas alguns meses atrás, o deputado Azeredo tentou apressar a aprovação no Congresso, usando os ataques de hackers aos sites do governo como desculpa. Um novo Congresso e uma maior conscientização sobre as amplas implicações do projeto de lei significam que nossas vozes poderão fazer a diferença. Envie agora mesmo uma mensagem às lideranças na Câmara.

Infelizmente, o PL Azeredo não é a única lei desse tipo. Em todo o mundo, na Índia, Turquia, Estados Unidos e em outros países, a liberdade da internet está sob ataque promovido por iniciativas similares. Mas os membros da Avaaz nesses países estão se mobilizando. Vamos fazer a nossa parte neste movimento popular global em defesa da web barrando o PL Azeredo. Com esperança, Emma, David, Ricken, Maria Paz, Giulia, Rewan e a equipe da Avaaz". "AI-5 digital" volta a circular no Congresso (Rede Brasil Atual): http://www.redebrasilatual.com.br/temas/tecnologia/2011/06/ai-5-digital-volta-a-circular-pelo-congresso. A conferir!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

GANGUE DA MATRIZ - PARA ELES BENEFÍCIOS, PARA O POVO MIGALHAS

ESTE É O RAP CENSURADO PELO LEGISLATIVO DO RS

Tonho Crocco - Gangue da Matriz - Processado por Rap

Rap do músico que foi processador por citar mais de 30 nomes de autoridades políticas Homenagem aos 36 deputados estaduais do Rio Grande do Sul que votaram o aumento em 73% dos próprios salários. Produzido por MoMo King



Gangue da Matriz. Tonho Crocco.
Composição: Tonho Crocco
Instrumental: What'cha Want (beastie Boys)


36 contra 1, aí é covardia
O crime aconteceu em plena luz do dia
Votado e aprovado pelos próprios deputados
Subiram seu salário; me senti 1 otário
Capitalistas, comunistas

Todas as vertentes presentes na lista
Raul carrion que decep''som''
Até os que eu achava que eram sangue bom
20 mil por mês pro gilmar sossela
Traz que eu asso
2 mil kilos de costela

Aloísio classmann, gerson burmann
A casa dominada só tem bam bam bam
Gangue da matriz
Gangue da matriz
Ali no alto da bronze
Gangue da matriz
Gangue da matriz
São 36 contra 11
Yeah

Custe o que custar
Esse é o ajuste
Odone e záchia
No grenal do reajuste
Pedro westphalen
E pedro pereira
Kalil sehbe
Nunca pisaram na pedreira
Francisco pinho
Francisco appio
Abílio dos santos
Aqui são todos santos
Luciano azevedo
Adroaldo loureiro
Befran rosado
Até fiquei corado
Alô joão fisher e adolfo brito
Aviso, eles querem ganhar no grito

Heitor schuch
Edson brum
João scopel
Paulo brum
Miki breier e
Alberto oliveira
Alexandre postal e alceu moreira
Silvana covatti
Ciro simoni
Zilá breitenbach
Carlos gomes não dá
Yeah

Marcio biolchi
Gilberto capoani
Só falta o tiririca vir trampar aqui
Nelson harter e também marco alba
Confortavelmente embaixo dessa aba
73 por cento
Feriu meu sentimento
Lá vem o paulo broges trazendo o mal tempo

Bota-tira-bota
Bota-tira-troca
Se a gente não trocar o adilson troca
Bate o ponto, tem diária e não trabalha
Pra eles benefícios
Pro povo migalhas
Frederico antunes já foi chefe da casa
Aposto que o salário deles nunca atrasa
É hora de falar
É hora de mudar
Não sei quanto a você mas eu vou lutar
E se a memória é curta mude sua conduta
Posso perder um round mas não fujo da luta

Gangue da matriz
Gangue da matriz
Ali no alto da bronze
Gangue da matriz
Gangue da matriz
São 36 contra 11

QUE DEMOCRACIA É ESTA?

Francklin Sá. Blog Palavra de Sá. segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O Brasil, para que alcance o estágio pleno de democracia, falta legitimar a participação da população nas decisões que lhes digam diretamente e que afetam suas vidas. Porém, o que se assiste no cotidiano, são decisões que interessam ao brasileiro tomadas a sua revelia. Esta realidade cruel tem origem em vários motivos, principalmente, pelo não comprometimento dos gestores públicos e pela falta da cidadania das pessoas que compõem a nossa sociedade.

Vivemos em uma nação aonde milhares de leis não chegam a ser cumpridas, inclusive por aqueles que a elaboraram ou pelos encarregados de cumpri-las e fazer cumprir. Agora imaginem o grosso da população, que em sua grande maioria desconhecem a existência das Leis, muitas vezes por falta de campanhas públicas, produção de materiais de fácil entendimento, pela multiplicação de seminários, de cursos para lideranças de movimentos sociais, etc., de forma que as informações sejam democratizadas, contribuindo para um melhor entendimento sobre os deveres e direitos dos cidadãos.

Diante disto, nos defrontamos com uma situação que levam as pessoas a deixarem de participar ou se envolver na discussão e na tomada de decisões que afetam a vida de todos.

Vivemos em um país que por formação cultural, sua população tem um caráter individualista e egoísta, e diante deste quadro, podemos observar a formação de diversos grupos sociais, que se subdividem de forma clara e visíveis, principalmente para estudiosos das questões sociais: Quando se fala de uma formação individualista e egoísta, nota-se na atual sociedade aquelas pessoas que só se interessam por assuntos particulares, como mais nada existisse ao seu redor, com o eterno argumento de que os problemas maiores e nacionais ou que atingem os interesses da sociedade são temas que devam ser apenas de responsabilidade dos nossos políticos. Existem ainda aqueles que, independente do desempenho do governo, bom ou mau, acreditam que nada afetará sua posição, por possuírem uma vida econômica estável, agindo de forma egoísta, pouco se importando com os demais. Por último temos aquelas que por se acharem afastadas do poder de decisão, se consideram não possuidoras de alguma influência e impotentes para fazer a diferença, pois, de maneira geral, se acham sem prestígio, nada fazem.

Este último é o mais preocupante por ser a maioria, sendo necessário então que esforços sejam feitos no sentido de conscientizá-los, de forma a conhecerem seus direitos, e que de posse deste conhecimento, entendam o quanto podem exercer de influência, desde que organizados e que é através da força do grupo que se pode compensar a fraqueza individual.

Como dissemos no início, vivemos em uma democracia. Porém é importante que se saiba, que os sistemas eleitorais e de governo são estabelecidos e organizados de tal maneira, que só é dado às elites ou aqueles que se encontram vinculados a grupos políticos, a se intitularem os “únicos capacitados” a ocuparem os cargos de decisão ou os mais importantes e que apenas eles estão preparados para a tomada de decisões que envolvam os interesses da sociedade ou que venham trazer significativo impacto e de grandes conseqüências.

Juntando-se a esta estrutura, observa-se que as principais decisões, aquelas que envolvem os interesses da sociedade como um todo, são sempre estabelecidas no calar da noite, por pequenos grupos de “seres supra capacitados”, sempre às escondidas, sem observar a gestão democrática, onde os interessados é que deveriam opinar.
Quando procuramos observar quem são os homens que exercem sobre o Poder a influência das grandes decisões, normalmente defrontamos com grandes grupos empresariais, banqueiros, dirigentes das cúpulas partidárias, a elite militar e uma minoria de intelectuais ligados aos gestores.

Esta é a grande a razão dos escândalos de corrupção, superfaturamento de obras e fonte de desvio de recursos, etc. Enquanto isso, para a grande maioria do povo só lhes é dado tomar conhecimento depois que o mal já está feito, não pesando a sua voz e as suas reais necessidades neste processo de tomada de decisões.

Observa-se existir na sociedade desejo das pessoas e de algumas lideranças em querer participar das ações políticas e até da gestão pública. Porém o que se vê é sempre aquelas minorias que se consideram os “únicos capacitados” se utilizarem da grande mídia de forma a buscarem denegrir o ambiente político, divulgando fatos com o objetivo de oferecer mecanismos para a sua não participação. Esta tem sido a tática mais comum de forma a vir afastar a sociedade da tomada de decisões e ou de se aproximar do Poder, com isto apenas aquele grupo possa comandar, mesmo que em rodízio.

Há ainda outras formas, sempre se utilizando dos espaços generosos concedidos pela grande mídia, de forma que sejam difundidos conceitos que possam levar a população a uma visão apática e negativa da seara política, assim, não só desacreditando mas também levando à população a passar a não crer na ação política, de forma a introduzir junto àqueles desejosos em participar fundamentos negativos, reduzindo suas possibilidades de participar do processo político e consequentemente da tomada de decisões públicas.

Diante do quadro que é passado de total falta de credibilidade da arte de fazer política, as pessoas passam a não querer participar do processo, passando também a não querer perder seu tempo com a política. Esta é uma das formulas encontrada pelas minorias, para desestimular a maioria.

Esse é o jogo daqueles que detém o Poder ou daqueles outros que querem assumi-lo.

Sabem eles da força de uma sociedade organizada em defesa da sua cidadania, então, utilizando-se de todas as armas que possuem, contando sempre com o apoio da mídia, procuram manter o povo afastado dos centros das decisões,nos três níveis da administração pública.

É aí onde entra cada vez mais a necessidade de organização do nosso povo, pois só desta forma tem condições de escolher seu destino e para tal existem mecanismos legais e constitucionais que garantem a participação popular.

Dificilmente veremos o Poder Púbico abrir espaço para a participação popular, por livre espontânea vontade, e quando isto vem a ocorrer desconfie, pois com certeza é apenas com a finalidade de atender determinadas exigências da legislação, o fazendo de maneira formal sem que suas decisões sejam acatadas ou quando são, normalmente são decisões de caráter periférico e ou secundário, sem qualquer impacto que venha melhorar as condições de vida, esta talvez seja a razão do cidadão não se sentir estimulado a participar de associações ou entidades sociais.

Portanto, é imprescindível que a sociedade se organize para que possa exigir a participação popular na gestão pública, seja através de associações, sindicatos, etc., de forma que possa participar efetivamente na elaboração de políticas públicas e do orçamento do seu município, da fiscalização de sua aplicação, do acompanhamento e implementação do Plano Diretor, de forma que os nossos municípios passem a não serem meros executores de planos pré – estabelecidos e gestados pela instância superior, ou por aqueles que se consideram os “únicos competentes” e sim, que se estabeleça um processo de gestão democrática onde a necessidade da população seja a prioridade, abrindo espaços à participação dos movimentos populares na gestão da sua cidade.

Assim, torna-se imprescindível a participação da população no sentido de exigir que os direitos que a lei estabelece seja efetivado de forma que a sociedade possa ter o controle social das decisões administrativas.