Músico pode ser processado por criticar aumento salarial - ELDER OGLIARI - Agência Estado - O ESTADO DE SÃO PAULO, 03/08/2011
O músico Tonho Crocco terá de dar explicações à Justiça por ter criado o rap Gangue da Matriz, no qual criticou o aumento de 73% que os deputados estaduais do Rio Grande do Sul concederam a eles mesmos em dezembro do ano passado. A primeira audiência, de conciliação, está marcada para o dia 22 de agosto. Se o caso prosseguir, o artista responderá a ação penal e poderá ser condenado a período de um mês a dois anos de detenção por crime contra a honra dos parlamentares.
A música, que foi divulgada pelo YouTube e entrou no repertório do cantor e compositor, diz frases como "36 contra 11, aí é covardia", referindo-se ao placar da votação, "o crime aconteceu em plena luz do dia", "subiram seus salários, me senti um otário" e "Gangue da matriz, ali no Alto da Bronze", e cita os nomes de todos os deputados que votaram a favor do aumento. Alguns deputados ficaram indignados com os termos da letra e pediram providências ao então presidente da Assembleia, Giovani Cherini (PDT), que notificou o Ministério Público Estadual da reclamação dos colegas.
Cherini deixou o cargo em janeiro e agora é deputado federal. Em nota divulgada hoje ele lembra que a denúncia à Justiça foi feita pelo Ministério Público Estadual. Sustenta, ainda, que "exercer a liberdade sem responsabilidade atenta contra o direito alheio e pode igualmente atentar contra a democracia". O atual presidente da Assembleia, Adão Villaverde (PT), disse que desconhecia a iniciativa de seu antecessor e anunciou que vai trabalhar pela retirada da ação.
A mobilização social é um vigoroso instrumento de defesa de direitos e poderoso para pressionar os Poderes no exercício de seus deveres, obrigações, finalidade pública, observância da supremacia do interesse público, zelo dos recursos públicos e gestão voltada à qualidade de vida do povo. Não existe um futuro promissor para uma nação de cidadãos servis e acomodados que entrega o poder aos legisladores permissivos, a uma justiça leniente e aos governantes negligentes, perdulários e ambiciosos que cobram impostos abusivos, desperdiçam dinheiro público, sonegam saúde, submetem a educação, estimulam a violência, tratam o povo com descaso e favorecem a impunidade dos criminosos.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
MOVIMENTO PEDE APOIO DA JUSTIÇA PARA CRIAR CADASTRO NACIONAL DOS POLÍTICOS FICHAS-SUJAS
Movimento quer criar cadastro nacional de políticos fichas-sujas. Entidade sugere ao CNJ edição de ato que regule instalação de sistema de comunicação entre os órgãos do Judiciário - 03 de agosto de 2011 | 23h 00 - Fausto Macedo, de O Estado de S.Paulo
O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) quer a criação de um cadastro nacional de fichas-sujas - políticos condenados em segundo grau por improbidade, corrupção, crimes contra a fé pública e a administração, entre outros desvios. Em ofício ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a entidade que fiscaliza o processo eleitoral em todo o País quer facilitar e agilizar o acesso à relação de candidatos com folha corrida.
O documento, subscrito por Marlon Lelis de Oliveira, coordenador estadual em São Paulo do MCCE, sugere ato normativo regulando a instalação de um sistema de comunicação entre os diversos órgãos do Judiciário para dar efetividade à aplicação da lei complementar 135, promulgada em 2010, apontando como causa de inelegibilidade a condenação passada em julgado ou oriunda de um órgão judicial colegiado.
Tradicionalmente, as instâncias forenses trabalham de forma isolada, mesmo as localizadas em um mesmo Estado. Esse modelo dificulta o controle de dados referentes a administradores públicos que já sofreram sanções de colegiados judiciais ou que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade.
Até os procuradores eleitorais, que detêm competência para impugnar candidaturas ou requerer cassação, encontram barreiras no rastreamento.
Comunicação. O cadastro, abastecido de nomes, enquadramentos legais e outras informações sobre os políticos, poderá encurtar o caminho. "A efetividade das disposições em apreço, como se pode facilmente evidenciar, depende da institucionalização de mecanismos formais de comunicação entre as instâncias da Justiça (comum e especial) e da Justiça Eleitoral, permitindo a criação de um repositório de informações que possam basear as medidas judiciais necessárias à implementação da lei", argumenta Marlon Lelis.
Ele enfatizou a urgência da medida, uma vez que, se acolhido o pedido, "o sistema deve estar operante já para as eleições municipais que se avizinham".
COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Deveria ir além dos políticos, passando a cadastrar todos aqueles que, empossados, cometeram e foram condenados por ilicitudes em cargos públicos nos três poderes.
O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) quer a criação de um cadastro nacional de fichas-sujas - políticos condenados em segundo grau por improbidade, corrupção, crimes contra a fé pública e a administração, entre outros desvios. Em ofício ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a entidade que fiscaliza o processo eleitoral em todo o País quer facilitar e agilizar o acesso à relação de candidatos com folha corrida.
O documento, subscrito por Marlon Lelis de Oliveira, coordenador estadual em São Paulo do MCCE, sugere ato normativo regulando a instalação de um sistema de comunicação entre os diversos órgãos do Judiciário para dar efetividade à aplicação da lei complementar 135, promulgada em 2010, apontando como causa de inelegibilidade a condenação passada em julgado ou oriunda de um órgão judicial colegiado.
Tradicionalmente, as instâncias forenses trabalham de forma isolada, mesmo as localizadas em um mesmo Estado. Esse modelo dificulta o controle de dados referentes a administradores públicos que já sofreram sanções de colegiados judiciais ou que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade.
Até os procuradores eleitorais, que detêm competência para impugnar candidaturas ou requerer cassação, encontram barreiras no rastreamento.
Comunicação. O cadastro, abastecido de nomes, enquadramentos legais e outras informações sobre os políticos, poderá encurtar o caminho. "A efetividade das disposições em apreço, como se pode facilmente evidenciar, depende da institucionalização de mecanismos formais de comunicação entre as instâncias da Justiça (comum e especial) e da Justiça Eleitoral, permitindo a criação de um repositório de informações que possam basear as medidas judiciais necessárias à implementação da lei", argumenta Marlon Lelis.
Ele enfatizou a urgência da medida, uma vez que, se acolhido o pedido, "o sistema deve estar operante já para as eleições municipais que se avizinham".
COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Deveria ir além dos políticos, passando a cadastrar todos aqueles que, empossados, cometeram e foram condenados por ilicitudes em cargos públicos nos três poderes.
CONTRA A MORDAÇA - HACKERS ATACAM SITE DO LEGISLATIVO GAÚCHO
Foi muito fácil invadir o site da Assembleia gaúcha, revelam hackers. Integrantes do grupo LulzSec Brazil explicaram o motivo do ataque - Jerônimo Pires / Rádio Guaíba, 04/08/2011
Integrantes do grupo responsável pela invasão ao site da Assembleia Legislativa (AL) do Estado, na noite dessa quarta-feira, falaram com exclusividade à Rádio Guaíba, na madrugada de hoje, sobre o ataque que tirou a página do ar. De acordo com membros do LulzSec Brazil – identificados pelos nicknames Opus, Phoenixbr, Blie_day e Roleplay, foi muito fácil invadir o endereço eletrônico da AL que, segundo eles, deve demorar para voltar ao normal.
Os hackers admitiram que o ataque foi uma resposta ao que denominaram "censura" imposta ao músico Tonho Crocco. O fundador e ex-vocalista da banda Ultramen foi indiciado pelo Ministério Público (MP) após uma denúncia do atual deputado federal Giovani Cherini (PDT) – na época presidente da AL – pela gravação e divulgação do rap "Gangue da Matriz. Na letra da música, Crocco protesta contra o aumento de 73% que os deputados se autoconcederam em dezembro de 2010.
Os membros do LulzSec não se consideram hackers, mas ativistas cibernéticos. Segundo eles, o grupo protesta contra toda a corrupção no Brasil e contra a falta de liberdade e a "falsa liberdade" vivida no País. Os jovens, que disseram morar fora do Brasil, mas ter dupla nacionalidade, garantiram não ter medo do governo. Distribuído em cinco países, o LulzSecurity interage através de e-mails.
O grupo negou, ainda, ter qualquer ligação política no Brasil. Os integrantes do LulzSec reiteraram que o objetivo sempre foi o de promover a liberdade de expressão e de combater a corrupção. Salientaram, também, que apesar de terem tido acesso aos dados da Receita Federal, não divulgaram as informações para não expor cidadãos honestos. O grupo destacou que vai continuar com o trabalho até que os objetivos sejam cconcluídos e sustentou que a internet, para o LulzSec, é uma ferramenta utilizada para seguir os ideais.
Polícia designa delegado para investigar ataque ao site
O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado Adão Villaverde (PT), já entrou em contato com o chefe da Polícia Civil do Estado, delegado Ranolfo Vieira Jr., para que o órgão verifique a invasão no site da Casa legislativa. De acordo com o parlamentar, o diretor do Gabinete de Inteligência e Assuntos Estratégicos da Polícia Civil, Emerson Wendt, foi designado para investigar o caso. No fim da noite dessa quarta-feira, porém, o especialista em crimes na internet afirmou que ainda não havia sido oficialmente comunicado.
COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Invadir o site é um crime, portando não é uma medida aconselhável para protestar. Entretanto, mostra a força da rede social como instrumento de reação para protestar contra os constantes abusos nos auto-reajustes salariais promovidos no Congresso Nacional com efeito cascata nas casas legislativas e na justiça em todo o Brasil, agravando os cofres dos Estados e reduzindo investimentos em saúde, educação e segurança pública. Enquanto pessoas morrem nas filas e emergências dos hospitais públicos, nas ruas para a bandidagem e no analfabetismo e incapacidade de conseguir um emprego, cargos públicos são privilegiados com salários e privilégios discrepantes que consomem o orçamento destinado ao poder.
Integrantes do grupo responsável pela invasão ao site da Assembleia Legislativa (AL) do Estado, na noite dessa quarta-feira, falaram com exclusividade à Rádio Guaíba, na madrugada de hoje, sobre o ataque que tirou a página do ar. De acordo com membros do LulzSec Brazil – identificados pelos nicknames Opus, Phoenixbr, Blie_day e Roleplay, foi muito fácil invadir o endereço eletrônico da AL que, segundo eles, deve demorar para voltar ao normal.
Os hackers admitiram que o ataque foi uma resposta ao que denominaram "censura" imposta ao músico Tonho Crocco. O fundador e ex-vocalista da banda Ultramen foi indiciado pelo Ministério Público (MP) após uma denúncia do atual deputado federal Giovani Cherini (PDT) – na época presidente da AL – pela gravação e divulgação do rap "Gangue da Matriz. Na letra da música, Crocco protesta contra o aumento de 73% que os deputados se autoconcederam em dezembro de 2010.
Os membros do LulzSec não se consideram hackers, mas ativistas cibernéticos. Segundo eles, o grupo protesta contra toda a corrupção no Brasil e contra a falta de liberdade e a "falsa liberdade" vivida no País. Os jovens, que disseram morar fora do Brasil, mas ter dupla nacionalidade, garantiram não ter medo do governo. Distribuído em cinco países, o LulzSecurity interage através de e-mails.
O grupo negou, ainda, ter qualquer ligação política no Brasil. Os integrantes do LulzSec reiteraram que o objetivo sempre foi o de promover a liberdade de expressão e de combater a corrupção. Salientaram, também, que apesar de terem tido acesso aos dados da Receita Federal, não divulgaram as informações para não expor cidadãos honestos. O grupo destacou que vai continuar com o trabalho até que os objetivos sejam cconcluídos e sustentou que a internet, para o LulzSec, é uma ferramenta utilizada para seguir os ideais.
Polícia designa delegado para investigar ataque ao site
O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado Adão Villaverde (PT), já entrou em contato com o chefe da Polícia Civil do Estado, delegado Ranolfo Vieira Jr., para que o órgão verifique a invasão no site da Casa legislativa. De acordo com o parlamentar, o diretor do Gabinete de Inteligência e Assuntos Estratégicos da Polícia Civil, Emerson Wendt, foi designado para investigar o caso. No fim da noite dessa quarta-feira, porém, o especialista em crimes na internet afirmou que ainda não havia sido oficialmente comunicado.
COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Invadir o site é um crime, portando não é uma medida aconselhável para protestar. Entretanto, mostra a força da rede social como instrumento de reação para protestar contra os constantes abusos nos auto-reajustes salariais promovidos no Congresso Nacional com efeito cascata nas casas legislativas e na justiça em todo o Brasil, agravando os cofres dos Estados e reduzindo investimentos em saúde, educação e segurança pública. Enquanto pessoas morrem nas filas e emergências dos hospitais públicos, nas ruas para a bandidagem e no analfabetismo e incapacidade de conseguir um emprego, cargos públicos são privilegiados com salários e privilégios discrepantes que consomem o orçamento destinado ao poder.
HACKER REAGEM EM APOIO AO MÚSICO PROCESSADO PELO PARLAMENTO GAÚCHO
Hackers afirmam ter derrubado site da Assembleia em protesto por processo contra Tonho Crocco. Músico fez um rap contra o aumento de 73% nos salários que os deputados estaduais gaúchos se concederam na época - ZERO HORA ONLINE, 03/08/2011, 22h22min
Um grupo de hackers afirmou ter tirado do ar na noite desta quarta-feira o site da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul em homenagem ao músico Tonho Crocco. O músico é alvo de um processo assinado pelo deputado federal Giovani Cherini por causa da música Gangue da Matriz.
Por volta das 21h30min, a página da Assembleia encontrava-se indisponível. Via Twitter, o grupo afirmou que o motivo do protesto é o fim da "censura".
— Devemos ir ao ativismo protestar manifestar com voz assim como o cidadao @tonhocrocco limpar a poeira da garganta — diz a mensagem postada no microblog.
Segundo a assessoria da presidência da Casa, o setor de Tecnologia da Informação (TI) está trabalhando para restabelecer o sistema e apurar as causas do ocorrido. Nesta quinta-feira, deve ser emitida uma nota oficial sobre o caso.
Assembleia Legislativa pretende barrar processo do Ministério Público contra Tonho Crocco. Superintendente-geral da Casa, Ricardo Haesbaert, disse que posição dos líderes das siglas deve ser favorável à interrupção - ZERO HORA ONLINE, 04/08/2011 | 05h07min
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (AL) pretende barrar o processo que corre no Ministério Público (MP) contra o músico gaúcho Tonho Crocco. A representação foi assinada pelo deputado Giovani Cherini (PDT), na época em que presidia a Casa. A medida foi tomada após o artista criar um rap em que cita os 36 parlamentares que votaram pela aprovação do aumento de 73% em seus salários.
Segundo o superintendente-geral da AL, Ricardo Haesbaert, se houver a possibilidade de interromper o processo, o atual presidente, Adão Villaverde, intercederá a favor de Crocco.
— Através do procurador-geral nós vamos identificar que tipo de ação que está correndo no Ministério Público. O presidente (Villaverde) já conversou com a maioria dos líderes hoje (quarta-feira) e se tiver alguma possibilidade de interferência da atual gestão a proposta será levada para a mesa diretora na terça-feira que vem — admitiu em entrevista à Rádio Gaúcha.
No entanto, Haesbaert não garante que a entrada de Villaverde para barrar o processo será efetuada.
— Se for possível a nossa interferência nós vamos sustar esse processo. Caso só o deputado Giovani Cherini possa intervir, infelizmente será uma decisão que só ele poderá tomar — explicou.
O superintendente acredita ainda que, na concepção da maioria das lideranças da Assembleia, os cidadãos têm de "ser livres".
— Não podemos cometer censura em relação a manifestações por decisões que a Casa tenha tomado. Queremos reafirmar isso.
Apesar da posição contrária ao prosseguimento da ação, Haesbaert afirmou que os deputados terão livre escolha para tomar a atitude que acharem necessária, sem interferências da AL.
Quanto ao ataque ao site do órgão, ele confirmou a ação de hackers e as equipes técnicas de informática do Estado deverão elaborar uma análise da invasão. Com os resultados em mãos, a Assembleia poderá entrar com uma ação na Justiça contra o grupo LulzSec, que reivindicou a sobrecarga no link da rede. O site já voltou ao normal.
Rap da Matriz
Gravada em dezembro de 2010, a canção é um protesto contra o aumento de 73% nos salários que os deputados estaduais gaúchos se concederam na época.
Sobre uma base eletrônica, Crocco faz um rap onde cita o nome dos 36 parlamentares que votaram a favor do projeto de lei que reajustou de R$ 11.564,76 para R$ 20.042,34 os seus vencimentos.
Processo contra o músico Tonho Crocco repercute no Twitter
O músico Tonho Crocco está sendo processado por causa da música Gangue da Matriz. A representação é assinada pelo deputado federal Giovani Cherini (PDT), ex-presidente da Assembleia. A canção é um protesto contra o aumento de 73% nos salários que os deputados estaduais gaúchos se concederam em dezembro de 2010. No Twitter, o assunto chegou aos Trending Topics.
A discussão teve início após um tweet publicado pelo repórter Giovani Grizotti. Veja como começou:
Acredite: Cherini, ex-pres. da AL/RS está processando @tonhocrocco por crime contra a honra por causa desse rap http://migre.me/5pkPC giovanigrizotti. August 2, 2011 at 16:01"
Até amanhã vou publicar um manifesto pra explicar melhor a situação. E agradeço o apoio de todos desde já. tonhocrocco. August 2, 2011 at 16:55
@giovanigrizotti Nao ingressei c ação contra @tonhocrocco.Como pres.,ofereci ao MP representação p/ q,havendo ilicitude,tomasse providências giovanicherini. August 2, 2011 at 18:16
Manifesto contra a censura e pela liberdade de expressão. http://t.co/2Vk5d22 tonhocrocco. August 2, 2011 at 19:16
Peço a todos MUITA CALMA nessa hora...evitem PALAVRAS DE BAIXO CALÃO e qualquer tipo de VIOLÊNCIA física/verbal...VAMOS GANHAR NA MORAL. tonhocrocco. August 2, 2011 at 19:54
Vou repetir sou a favor da liberdade de expressão. giovanicherini. August 3, 2011 at 8:40
O deputado estadual Mano Changes se disponibilizou a fazer papel de mediador do caso:
Mto boa a mobilização digital a favor do @tonhocrocco, posso ajudar no diálogo para retirar/arquivar esse processo MANOCHANGES. August 3, 2011 at 13:05
Adão Villaverde, atual presidente da Assembleia, também se manifestou:
Se decisão d processar @tonhocrocco recair numa responsabilidade da AL e não do ex-presidente, levarei a mesa a proposta d retirar a ação. adaovillaverde. August 3, 2011 at 16:00
COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Tendo em vista que o Poder Judiciário vem articulando em Brasília mais um reajuste de 15% para 2012, a Assembléia Legislativa poderá aumentar ainda mais seus salários com o tal efeito cascata que só privilegia políticos, magistrados e promotores públicos. Restará a discriminação dos servidores do Executivo limitados pelo teto "pelego" em gestação no Estado do RS e o descaso continuado da saúde, educação e segurança. Está na hora da sociedade brasileira reagir exigindo dos políticos menos ganância, igualdade sem privilégios nos cargos públicos, aplicação e respeito às leis e priorização da saúde, educação e segurança.
Um grupo de hackers afirmou ter tirado do ar na noite desta quarta-feira o site da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul em homenagem ao músico Tonho Crocco. O músico é alvo de um processo assinado pelo deputado federal Giovani Cherini por causa da música Gangue da Matriz.
Por volta das 21h30min, a página da Assembleia encontrava-se indisponível. Via Twitter, o grupo afirmou que o motivo do protesto é o fim da "censura".
— Devemos ir ao ativismo protestar manifestar com voz assim como o cidadao @tonhocrocco limpar a poeira da garganta — diz a mensagem postada no microblog.
Segundo a assessoria da presidência da Casa, o setor de Tecnologia da Informação (TI) está trabalhando para restabelecer o sistema e apurar as causas do ocorrido. Nesta quinta-feira, deve ser emitida uma nota oficial sobre o caso.
Assembleia Legislativa pretende barrar processo do Ministério Público contra Tonho Crocco. Superintendente-geral da Casa, Ricardo Haesbaert, disse que posição dos líderes das siglas deve ser favorável à interrupção - ZERO HORA ONLINE, 04/08/2011 | 05h07min
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (AL) pretende barrar o processo que corre no Ministério Público (MP) contra o músico gaúcho Tonho Crocco. A representação foi assinada pelo deputado Giovani Cherini (PDT), na época em que presidia a Casa. A medida foi tomada após o artista criar um rap em que cita os 36 parlamentares que votaram pela aprovação do aumento de 73% em seus salários.
Segundo o superintendente-geral da AL, Ricardo Haesbaert, se houver a possibilidade de interromper o processo, o atual presidente, Adão Villaverde, intercederá a favor de Crocco.
— Através do procurador-geral nós vamos identificar que tipo de ação que está correndo no Ministério Público. O presidente (Villaverde) já conversou com a maioria dos líderes hoje (quarta-feira) e se tiver alguma possibilidade de interferência da atual gestão a proposta será levada para a mesa diretora na terça-feira que vem — admitiu em entrevista à Rádio Gaúcha.
No entanto, Haesbaert não garante que a entrada de Villaverde para barrar o processo será efetuada.
— Se for possível a nossa interferência nós vamos sustar esse processo. Caso só o deputado Giovani Cherini possa intervir, infelizmente será uma decisão que só ele poderá tomar — explicou.
O superintendente acredita ainda que, na concepção da maioria das lideranças da Assembleia, os cidadãos têm de "ser livres".
— Não podemos cometer censura em relação a manifestações por decisões que a Casa tenha tomado. Queremos reafirmar isso.
Apesar da posição contrária ao prosseguimento da ação, Haesbaert afirmou que os deputados terão livre escolha para tomar a atitude que acharem necessária, sem interferências da AL.
Quanto ao ataque ao site do órgão, ele confirmou a ação de hackers e as equipes técnicas de informática do Estado deverão elaborar uma análise da invasão. Com os resultados em mãos, a Assembleia poderá entrar com uma ação na Justiça contra o grupo LulzSec, que reivindicou a sobrecarga no link da rede. O site já voltou ao normal.
Rap da Matriz
Gravada em dezembro de 2010, a canção é um protesto contra o aumento de 73% nos salários que os deputados estaduais gaúchos se concederam na época.
Sobre uma base eletrônica, Crocco faz um rap onde cita o nome dos 36 parlamentares que votaram a favor do projeto de lei que reajustou de R$ 11.564,76 para R$ 20.042,34 os seus vencimentos.
Processo contra o músico Tonho Crocco repercute no Twitter
O músico Tonho Crocco está sendo processado por causa da música Gangue da Matriz. A representação é assinada pelo deputado federal Giovani Cherini (PDT), ex-presidente da Assembleia. A canção é um protesto contra o aumento de 73% nos salários que os deputados estaduais gaúchos se concederam em dezembro de 2010. No Twitter, o assunto chegou aos Trending Topics.
A discussão teve início após um tweet publicado pelo repórter Giovani Grizotti. Veja como começou:
Acredite: Cherini, ex-pres. da AL/RS está processando @tonhocrocco por crime contra a honra por causa desse rap http://migre.me/5pkPC giovanigrizotti. August 2, 2011 at 16:01"
Até amanhã vou publicar um manifesto pra explicar melhor a situação. E agradeço o apoio de todos desde já. tonhocrocco. August 2, 2011 at 16:55
@giovanigrizotti Nao ingressei c ação contra @tonhocrocco.Como pres.,ofereci ao MP representação p/ q,havendo ilicitude,tomasse providências giovanicherini. August 2, 2011 at 18:16
Manifesto contra a censura e pela liberdade de expressão. http://t.co/2Vk5d22 tonhocrocco. August 2, 2011 at 19:16
Peço a todos MUITA CALMA nessa hora...evitem PALAVRAS DE BAIXO CALÃO e qualquer tipo de VIOLÊNCIA física/verbal...VAMOS GANHAR NA MORAL. tonhocrocco. August 2, 2011 at 19:54
Vou repetir sou a favor da liberdade de expressão. giovanicherini. August 3, 2011 at 8:40
O deputado estadual Mano Changes se disponibilizou a fazer papel de mediador do caso:
Mto boa a mobilização digital a favor do @tonhocrocco, posso ajudar no diálogo para retirar/arquivar esse processo MANOCHANGES. August 3, 2011 at 13:05
Adão Villaverde, atual presidente da Assembleia, também se manifestou:
Se decisão d processar @tonhocrocco recair numa responsabilidade da AL e não do ex-presidente, levarei a mesa a proposta d retirar a ação. adaovillaverde. August 3, 2011 at 16:00
COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Tendo em vista que o Poder Judiciário vem articulando em Brasília mais um reajuste de 15% para 2012, a Assembléia Legislativa poderá aumentar ainda mais seus salários com o tal efeito cascata que só privilegia políticos, magistrados e promotores públicos. Restará a discriminação dos servidores do Executivo limitados pelo teto "pelego" em gestação no Estado do RS e o descaso continuado da saúde, educação e segurança. Está na hora da sociedade brasileira reagir exigindo dos políticos menos ganância, igualdade sem privilégios nos cargos públicos, aplicação e respeito às leis e priorização da saúde, educação e segurança.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
RAP DE PROTESTO SOFRE RETALIAÇÃO DO LEGISLATIVO GAÚCHO

Tonho Crocco é processado por rap de protesto"Gangue da Matriz" cita deputados que votaram a favor de aumento salarial em 2010 - ZERO HORA, SEGUNDO CADERNO, 02/08/2011 22h21min
Processo contra Tonho Crocco gera manifestações de solidariedade na internetEm "Gangue da Matriz", o músico cita o nome de deputados gaúchos que votaram a favor de aumento salarial em 2010 - zero hora online, 03/08/2011 12h27min
Ao receber a notificação de que estava sofrendo um processo por causa da música Gangue da Matriz, que cita o nome de deputados que votaram a favor do aumento de 73% dos próprios salários, o músico Tonho Crocco logo divulgou a informação no Twitter. Menos de 24 horas depois, o nome do ex-vocalista da Ultramen ainda é um dos dez assuntos mais comentados da rede social.
Até a manhã desta quarta-feira, cerca de 1,2 mil pessoas confirmaram presença no evento "FreeTonhoCrocco" no Facebook. A manifestação pede que os internautas compareçam na audiência preliminar, que ocorre em 22 de agosto, para mostrar apoio ao músico.
Ainda na quarta, os tuiteiros espalharam a hashtag freecrocco no microblog. Com todas as manifestações dos internautas, o autor da representação no Ministério Público, deputado do PDT Giovani Cherini deu explicações na rede social:
— Não ingressei com ação contra Tonho Crocco. Como presidente [da Assembleia, na época] ofereci ao MP representação para que, havendo ilicitude, tomasse providências.
Segundo Crocco, o único nome que aparece no processo é o do deputado do PDT. Caso seja condenado por "crime contra a honra", o músico pode pegar de um mês até dois anos de detenção.
O vídeo de Gangue da Matriz foi amplamente divulgado em janeiro deste ano, quando Crocco, indignado com o aumento de R$ 11.564,76 para R$ 20.042,34 no salário dos deputados gaúchos foi aprovado. A canção faz uma referência a uma gangue de jovens que atuava nos anos 80 nos arredores da Praça da Matriz — em frente à Assembleia.
Ouça:
terça-feira, 2 de agosto de 2011
REAÇÃO À CORRUPÇÃO
EDITORIAL ZERO HORA 02/08/2011
Há dois modos de se avaliarem os sete meses do governo Dilma Rousseff: sob o ângulo dos escândalos, que vêm se sucedendo com indesejável frequência, ou sob o da investigação das denúncias, que também está sendo uma característica da atual administração. É chocante constatar tantos casos de corrupção e tantas irregularidades, que já provocaram a demissão de dois ministros, a troca de dois outros e a exoneração de mais de duas dezenas de diretores e servidores de órgãos públicos. Mas é, também, tranquilizador ver que a presidente não está varrendo o lixo para baixo do tapete, ainda que as denúncias de irregularidades, inicialmente concentradas em áreas e em partidos específicos, se mostrem cada vez mais disseminadas.
Como revelou o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, em entrevista ao jornal O Globo de ontem, a determinação presidencial é de que nenhuma denúncia fique sem averiguação. Mas, ainda que reafirme a disposição de não tolerar nenhum ato irregular, o ministro se apressa em negar a existência de um clima de caça às bruxas e em descartar a possibilidade de o governo promover uma “varredura geral”. Uma das explicações é o fato de as suspeitas de irregularidades já não se restringirem a um partido de menor expressão que, ainda assim, comandava o Ministério dos Transportes, responsável por uma parcela expressiva das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A cada dia, as suspeitas envolvem mais agremiações políticas e se estendem a diferentes áreas, desafiando a real disposição do Planalto de enfrentá-las a fundo.
Quando a corrupção parece fugir ao controle, é natural que a percepção inicial da sociedade seja a de um aumento no número de irregularidades. É inevitável também que integrantes de partidos da base de sustentação se mostrem desconfortáveis com a situação, que o próprio governo tema os prejuízos e que segmentos da oposição procurem tirar algum proveito da situação criada. A preocupação se amplia pelo fato de o Executivo precisar de votos para seus projetos no Congresso e de alianças eleitorais para as eleições do próximo ano.
A presidente da República está diante do que pode se constituir num marco do combate a abusos no setor público. A sociedade precisa saber até onde o governo pretende ir para desmontar a máquina dos desvios. Também os demais poderes devem mostrar se estão dispostos a contribuir de forma efetiva, e não apenas rotineiramente, como fez o Congresso ao aprovar em sabatina os dirigentes afastados da área de Transportes. Ainda que não pareça, o país vem registrando avanços na atuação de seus órgãos de fiscalização. O que falta agora é profissionalizar mais quem deve ficar submetido a esse controle, reduzindo ao máximo a presença de quem passa a ocupar a máquina administrativa por interesses que, na maioria das vezes, são meramente partidários.
Há dois modos de se avaliarem os sete meses do governo Dilma Rousseff: sob o ângulo dos escândalos, que vêm se sucedendo com indesejável frequência, ou sob o da investigação das denúncias, que também está sendo uma característica da atual administração. É chocante constatar tantos casos de corrupção e tantas irregularidades, que já provocaram a demissão de dois ministros, a troca de dois outros e a exoneração de mais de duas dezenas de diretores e servidores de órgãos públicos. Mas é, também, tranquilizador ver que a presidente não está varrendo o lixo para baixo do tapete, ainda que as denúncias de irregularidades, inicialmente concentradas em áreas e em partidos específicos, se mostrem cada vez mais disseminadas.
Como revelou o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, em entrevista ao jornal O Globo de ontem, a determinação presidencial é de que nenhuma denúncia fique sem averiguação. Mas, ainda que reafirme a disposição de não tolerar nenhum ato irregular, o ministro se apressa em negar a existência de um clima de caça às bruxas e em descartar a possibilidade de o governo promover uma “varredura geral”. Uma das explicações é o fato de as suspeitas de irregularidades já não se restringirem a um partido de menor expressão que, ainda assim, comandava o Ministério dos Transportes, responsável por uma parcela expressiva das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A cada dia, as suspeitas envolvem mais agremiações políticas e se estendem a diferentes áreas, desafiando a real disposição do Planalto de enfrentá-las a fundo.
Quando a corrupção parece fugir ao controle, é natural que a percepção inicial da sociedade seja a de um aumento no número de irregularidades. É inevitável também que integrantes de partidos da base de sustentação se mostrem desconfortáveis com a situação, que o próprio governo tema os prejuízos e que segmentos da oposição procurem tirar algum proveito da situação criada. A preocupação se amplia pelo fato de o Executivo precisar de votos para seus projetos no Congresso e de alianças eleitorais para as eleições do próximo ano.
A presidente da República está diante do que pode se constituir num marco do combate a abusos no setor público. A sociedade precisa saber até onde o governo pretende ir para desmontar a máquina dos desvios. Também os demais poderes devem mostrar se estão dispostos a contribuir de forma efetiva, e não apenas rotineiramente, como fez o Congresso ao aprovar em sabatina os dirigentes afastados da área de Transportes. Ainda que não pareça, o país vem registrando avanços na atuação de seus órgãos de fiscalização. O que falta agora é profissionalizar mais quem deve ficar submetido a esse controle, reduzindo ao máximo a presença de quem passa a ocupar a máquina administrativa por interesses que, na maioria das vezes, são meramente partidários.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
FIM DA IMPUNIDADE MOBILIZA O RIO

MOBILIZAÇÃO NO RIO. Marcha pede o fim da impunidade - ZERO HORA 01/08/2011
A ONG Rio de Paz reuniu na tarde de ontem centenas de pessoas durante passeata contra a impunidade de crimes no Rio de Janeiro. Os manifestantes percorreram cerca de três quilômetros da orla da praia de Copacabana, zona sul da cidade, e colocaram rosas vermelhas ao redor de uma enorme cruz preta fincada na areia – na altura da Rua Princesa Isabel.
O julgamento e a punição para os assassinos do menino Juan Moraes, 11 anos, que foi morto por policiais militares no início deste mês, e a investigação dos casos de desaparecidos com indícios de homicídio como o da engenheira Patrícia Amieiro, 26 anos, foram algumas das reivindicações da Rio de Paz durante a manifestação.
– É horrível. Todo dia eu choro. Esse evento é bom para as autoridades olharem o que está acontecendo no Estado – lamenta Tânia Márcia Amieiro de Franco, 53 anos, mãe da jovem que desapareceu há três anos após passar por uma blitz de PMs do Batalhão do Recreio dos Bandeirantes, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.
Os casos do menino João Roberto, quatro, morto numa abordagem policial há cerca de três anos, e do músico da escola de samba Caprichosos de Pilares Jackson Martins, assassinado por homens armados quando seguia para o trabalho na Avenida Washington Luis, em 2004, também foram lembrados na caminhada.
– Esse encontro é uma semente que a gente está plantando. A população não pode ficar inerte. O que aconteceu com a minha família não pode se repetir – afirmou Paulo Soares, 45 anos, pai do menino João Roberto.
O protesto emocionou familiares.
– Quem mata não sabe a dor de uma saudade – disse Carmem de Souza Martins, 57 anos, mãe de Jackson Martins.
COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Está na hora de todos os Estados seguirem o exemplo do Rio e mobilizar uma grande massa de brasileiros para exigir do Estado um Judiciário coativo, um Congresso Nacional efetivo na elaboração de leis fortes e comprometido com a ordem pública e Poderes Executivos diligentes com os recursos e com a estrutura de seus instrumentos de controle, fiscalização, prevenção e contenção contra os delitos e contra a corrupção. Só um sistema bem estruturado e amparado por leis fortes e coativas poderá dar cabo da impunidade. Caso contrário, os Poderes de Estado não terão o devido zelo cpara os recursos do Estado e nem se sentirão obrigados a atender o clamor popular.
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