A mobilização social é um vigoroso instrumento de defesa de direitos e poderoso para pressionar os Poderes no exercício de seus deveres, obrigações, finalidade pública, observância da supremacia do interesse público, zelo dos recursos públicos e gestão voltada à qualidade de vida do povo. Não existe um futuro promissor para uma nação de cidadãos servis e acomodados que entrega o poder aos legisladores permissivos, a uma justiça leniente e aos governantes negligentes, perdulários e ambiciosos que cobram impostos abusivos, desperdiçam dinheiro público, sonegam saúde, submetem a educação, estimulam a violência, tratam o povo com descaso e favorecem a impunidade dos criminosos.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

PRINCÍPIOS FRACOS E DEMAGOGIA

JORNAL DO COMÉRCIO 06/08/2012


Edson Olliver

Outro dia, o presidente da Associação Nacional dos Magistrados do Brasil concedeu uma entrevista e manifestou o seguinte: “a Lei de Acesso à Informação está sendo usada como instrumento ideológico e de forma demagógica”. No dicionário dele é esta palavra certa mesmo, ‘demagogia’. A mídia e os setores ideológicos focaram os salários dos servidores públicos como se fosse uma obsessão. Esqueceram que a lei é para um todo.

Todo órgão público tem a obrigação ética e moral de fornecer certidões, declarações, atestados, informações, relatórios, resultados de perícias, auditorias, exames, assim como muitas organizações privadas que têm impacto ambiental e social sobre a população, como ONGs, Ocips, fundações etc. Então, essa lei é para se fazer uma prospecção de dados e de informações visando a uma plataforma de conhecimento em vários ângulos. Não é uma lei para ser usada de forma ideológica e demagógica por nichos fechados.

Precisamos saber tudo sobre os repasses de verbas, as consignações em folhas de pagamento, como certos setores estão ficando ricos, precatórios, empréstimos do Bndes e de outros bancos, papel do CADE, do COAF, dos Tribunais de Contas, corregedorias, ouvidorias, gastos de cartões governamentais, combustíveis, viagens estranhas etc etc.

O leque é grande. Este ó o verdadeiro papel dessa lei. Muita coisa precisa ser prospectada em níveis federal, estadual e municipal.Demagogia com essa lei é perigoso, revela princípios fracos. Aliás, este é o diagnóstico que já firmaram que temos neste País, princípios fracos, vetor de muita irregularidade. Quem tem princípios fortes não se envolve em fraudes e falcatruas. Essa premissa é imbatível. Tanto é verdade que o recente congresso mundial de Boston, EUA, realizado pelo The Institute of Internal Auditors (IIA Gklobal) apontou a transparência, a idoneidade, a ética e a coragem civil como a base dos princípios fortes.

 O evento, com mais de 170 mil associados, concluiu que somente com informações precisas, sérias, transparentes e éticas, que estreitam as relações humanas, se é capaz de gerar valor e mudanças, no planeta todo, para pessoas e empresas, organizações e instituições governamentais. Não existe outro caminho.

O Brasil, com a Lei de Acesso à Informação, abriu essa porta. O problema é que muitas pessoas estão resistindo porque não querem a transparência e ética no País em nome dos interesses individuais. Faltam princípios fortes.

Especialista em Gestão

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A CULTURA DO SIGILO

 
ZERO HORA 06 de agosto de 2012 | N° 17153

EDITORIAL

Representantes do Executivo, do Legislativo e, principalmente, do Judiciário vêm se valendo dos mais diversos subterfúgios para driblar a Lei de Acesso à Informação, que determina a divulgação nominal dos salários dos servidores. Trata-se de evidente ilegalidade, que precisa ser examinada pelos órgãos superiores, especialmente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no caso do Judiciário. Nada menos de metade dos tribunais ainda resiste à determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de divulgarem seus salários. A Câmara e o Senado, que foram os últimos a agendar a publicação dos vencimentos de seus funcionários, acabaram divulgando a lista sem os nomes dos beneficiários, por exigência de uma liminar obtida por sindicalistas. A transparência, que deveria ser generalizada, acaba se revelando restrita.

O que confere relevância à Lei de Acesso à Informação é justamente a sua característica de permitir aos cidadãos acompanhar como o dinheiro que desembolsam sob a forma de impostos é usado para remunerar bem os servidores e assegurar serviços de qualidade aos contribuintes. Como argumenta o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, “a remuneração dos agentes públicos constitui informação de interesse coletivo ou geral”. E mais: o princípio da publicidade da atuação administrativa “propicia controle da atividade estatal até mesmo pelos cidadãos”. O problema se amplia quando alguns líderes de servidores, a maioria dos quais situados nas faixas mais altas de ganhos, parecem ter mais poder do que outros de sensibilizar juízes a conceder liminares tornando opaco o que era para ser transparente.

O que importa mais, no caso, não é tanto a divulgação individualizada do nome de cada servidor com sua respectiva remuneração. Sob o ponto de vista dos ganhos, a lei sancionada em novembro do ano passado pela Presidência da República e regulamentada em 16 de maio prevê a publicidade do nome do servidor, seu vínculo funcional e ocupação com as devidas remunerações eventuais ou básica, vantagens de natureza pessoal, abono de permanência, descontos obrigatórios e outras parcelas, remuneratória ou indenizatória. Essas condições não são preenchidas quando as relações de vencimentos escamoteiam nomes ou omitem nos valores totais os chamados penduricalhos, por exemplo. E de que vale a sociedade tomar conhecimento de tantos servidores ganhando acima do teto salarial e de variações superiores a 500% entre o menor e o maior salário pagos pelo Executivo se não há como identificá-los nominalmente, como determina a lei recém posta em prática?

Assim como ocorreu com a Lei de Responsabilidade Fiscal, entre outros tantos instrumentos moralizadores, é compreensível que essa fase inicial seja marcada por resistências. Ainda assim, sob o ponto de vista salarial, a Lei de Acesso à Informação só poderá alcançar seus objetivos quando a garantia do conhecimento dos cidadãos sobre dados públicos conseguir se sobrepor a alegações ardilosas de direito à privacidade e à intimidade que são utilizadas mais para proteger privilégios do que para assegurar prerrogativas constitucionais.

domingo, 5 de agosto de 2012

PROTESTOS CONTRA VIOLÊNCIA DE POLICIAIS

zero hora 05 de agosto de 2012 | N° 17152 
 
EM NOME DAS VÍTIMAS 
 
VIOLÊNCIA DE POLICIAIS GERA PROTESTOS NO RIO

A violência das operações policiais nas favelas do Rio de Janeiro tem sido motivo de protestos. Segundo o presidente da ONG Rio de Paz, Antônio Carlos Costa, um dos objetivos é que o governo do Estado se pronuncie sobre um dos mais recentes acontecimentos trágicos envolvendo a morte de criança em operação policial e declare o que pretende fazer para que esses casos não se repitam.

Na sexta-feira, a morte da menina Bruna, 11 anos, atingida por um tiro de fuzil na barriga em tiroteio entre traficantes e policiais, na favela de Costa Barros, na zona norte do Rio, completou uma semana.

– São vários os casos de pessoas inocentes e crianças pobres mortas em operação policial nas favelas e ruas do Rio de Janeiro. Muitas dessas mortes geraram comoção pública e debate, mas pouco se fez pelas famílias das vítimas – afirma o presidente da ONG Rio de Paz, Antônio Carlos Costa.

Um dos atos organizados pela ONG foi realizado na sexta-feira, quando um lençol de 30 metros de comprimento, manchado de vermelho para simbolizar o sangue derramado por inocentes, foi estendido na praia de Copacabana. Participaram parentes de vítimas mortas em tiroteios. Um cartaz de dois metros de altura e sete de largura foi fixado na praia com a frase: “Bruna, Juan, Wesley, João Roberto, Ramon, Fabiana, Alana, perdão. Rio de Janeiro”.

sábado, 4 de agosto de 2012

O CONSUMIDOR REAGE

04 de agosto de 2012 | 3h 10

OPINIÃO O Estado de S.Paulo


A grande expansão da classe média no Brasil, com o acréscimo de mais de 30 milhões de pessoas no mundo do consumo regular nos últimos anos, impõe grandes desafios à outra ponta do processo, isto é, o varejo. Na disputa por espaço num mercado que movimenta hoje US$ 500 bilhões por ano, sendo já o 17.º maior do mundo, segundo a Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo federal, as empresas que servem a esses consumidores mostram deficiências que podem comprometê-las nessa verdadeira "corrida do ouro".

No primeiro semestre do ano, houve 861 mil queixas contra empresas nos Procons de todo o País, um número 9,23% maior do que em igual período de 2011, indica pesquisa do Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor. O porcentual é superior ao do aumento das vendas no varejo no mesmo período (7,6%), como mostram dados da Serasa Experian. Isso significa que o consumidor está mais consciente de seus direitos e também mais informado sobre onde buscar ajuda para que eles sejam respeitados. "Há uma mudança de comportamento do consumidor", constatou o diretor executivo do Procon-SP, Paulo Góes.

Está claro que a ampliação da massa de brasileiros com poder de compra encontrou um setor da economia despreparado. Os problemas aparecem tanto na incapacidade de entregar o que se vende nos prazos acertados e com a qualidade anunciada como na relação com o consumidor insatisfeito com o produto ou o serviço que adquiriu.

Essa situação tem levado as agências reguladoras e as entidades de defesa do consumidor a agirem com mais rigor nos últimos tempos. No ano passado, a Anac suspendeu a venda de passagens da TAM e da Webjet em razão de recorrentes atrasos e cancelamentos de voos. Em julho deste ano, a Anatel proibiu que operadoras de telefonia celular líderes em reclamações continuassem a vender seus produtos enquanto não resolvessem os problemas. Também no mês passado, a Agência Nacional de Saúde Suplementar suspendeu a venda de 268 planos de saúde de 37 operadoras. Essas empresas não respeitavam os prazos acordados para atendimento.

Ainda assim, o que se nota é que as agências decidiram agir somente depois que o consumidor já havia sido castigado por prestadores de serviço e varejistas. O consumo no Brasil não dispõe de uma efetiva proteção preventiva. Foi necessário que a situação da telefonia celular atingisse um nível próximo do indecente para que a Anatel enfim resolvesse fazer o que dela se espera, e mesmo assim não há nenhuma garantia de que esse saudável rigor venha a se manter no futuro. Afinal, a Anatel, para ficar somente neste exemplo, é uma agência que até aqui havia "punido" empresas com multas inofensivas (houve uma inferior a R$ 3) e que demorava anos para julgar as irregularidades.

Para superar esses deficientes mecanismos de defesa e a indiferença das empresas em relação a seus clientes, materializada no pesadelo chamado "Serviço de Atendimento ao Consumidor", os brasileiros que se sentem lesados estão recorrendo cada vez mais à internet, para expor seus problemas e constranger em larga escala os varejistas e prestadores de serviços, como mostrou reportagem do Estado (30/7). As redes sociais levam ao conhecimento de milhares de pessoas reclamações que antes ficavam restritas aos escaninhos de funcionários despreparados. Esse fenômeno está obrigando as grandes empresas a mudar sua estrutura de relação com os clientes, incluindo nela o monitoramento da internet para reduzir os danos à sua imagem.

Percebe-se, assim, que o perfil do consumidor brasileiro não está mudando só sob o aspecto quantitativo. Parece que ele está se cansando de ser um herói, que paga caro por produtos e serviços ruins ou inexistentes, e quer ser tratado agora simplesmente como cliente, isto é, aquele que "sempre tem razão". Cabe às empresas perceber essa transformação e preocupar-se em respeitar seus consumidores não apenas quando estão tentando vender-lhes suas mercadorias, mas principalmente depois que recebem seu dinheiro.

O PODER DAS REDES SOCIAIS
















COMUNICAÇÃO E TENDÊNCIAS 

Emanuela da Silva


As redes sociais e as relações de consumo sem dúvidas se adaptaram às facilidades e agilidade dos meios virtuais. Além dos meios tradicionais, as redes sociais vêm se tornando um canal ágil e funcional quando o assunto é a relação compra e venda. Talvez a demora e a burocracia na solução dos problemas estejam motivando as pessoas a buscarem as redes sociais e compartilhar com os demais suas sugestões ou insatisfações.

O Jornal do Brasil apresentou uma pesquisa sobre o uso das redes ser mais eficaz para reclamações do que os Serviços de Atendimento aos Clientes (SACs) e o Procon. Problemas apontados no Twitter e Facebookpelos consumidores têm a solicitação atendida em minutos ou em até 24 horas. Sendo que em alguns casos, por telefone, levaria 10 dias através do SAC e 30 dias pelo Procon.

As empresas, preocupadas com a exposição negativa da marca, tentam solucionar os problemas de forma eficaz e garantir a boa imagem. Os fabricantes ou fornecedores de serviços procuram mensurar através das redes a aceitação do público, além de monitorar a concorrência.

E por falar em reclamações, um dos sites mais populares do Brasil é o Reclame Aqui, onde o internauta pode se cadastrar gratuitamente e relatar seu problema de compra, defeitos, entrega, serviços e qualidade de atendimento. Após o registro da reclamação, o site envia o caso à empresa, que tem a oportunidade de entrar em contato direto com o consumidor. Em 2011, o Reclame Aqui teve uma média de 7.000 reclamações por dia. Além disso, 200.000 usuários por dia, aproximadamente, utilizam o conteúdo do site como informação para sua decisão de compra.

Os dados acima demonstram a mudança no perfil do consumidor, que não fica esperando quieto pela posição dos órgãos responsáveis. Hoje, ele denuncia e compartilha este sentimento de indignação, frustração com outros usuários.

Veja alguns dos principais sites de reclamações:

Reclame Aqui
Reclamão
NuncaMais.Net
Denuncio
Você Reclama

Embora o uso das redes sociais solucione muitos problemas, em alguns casos faz-se necessário entrar em contato com o Procon e formalizar o pedido. Isso já é possível pelo próprio site do Procon da sua cidade.

É importante salientar que tudo isso só é possível graças ao espaço livre da Internet que permite milhares de pessoas estarem trocando idéias e informações e também exercendo a sua cidadania.

INTERNET, REDES SOCIAIS E CULTURA INÚTIL

Enquanto milhares de brasileiros estão em busca de soluções para seus problemas usando as redes sociais, outros compartilham meras futilidades, como: “A Luiza que está no Canadá” – que tornou-se um fenômeno nas redes sociais e na mídia tradicional -, a polêmica acerca do “estupro de vulnerável no BBB12”, Michel Teló na Europa, Litle Bird e muitos outros.

A internet ainda é um espaço para todos expressarem os gostos pessoais, portanto, cuidado com o que você compartilha. Este tema já foi abortado pelo C&T aqui e aqui. Se você não leu, aproveite para fazer uma boa leitura.

Fontes de pesquisa:

http://www.youtube.com/watch?v=eUvKRfmeRxM

http://g1.globo.com/mato-grosso-do-sul/noticia/2011/10/consumidores-usam-redes-sociais-para-reclamar-de-empresas.html

http://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/noticias/2011/10/14/reclamacoes-em-redes-sociais-sao-mais-eficazes-que-em-sacs-e-procon/

http://www.reclameaqui.com.br/

Fonte da imagem:

maonarodablog.com.br

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

UNIÃO PARA OBTER MAIS SEGURANÇA


ZERO HORA 02 de agosto de 2012 | N° 17149

Moradores da Rua Miguel Tostes buscam conter incidência de assaltos, furtos e roubo de veículos


Cansados da violência crescente na região, moradores e trabalhadores da Rua Miguel Tostes, no bairro Rio Branco, resolveram se mobilizar. Unindo forças, os vizinhos do trecho entre a Avenida Protásio Alves e a Rua Cabral esperam frear a incidência de assaltos, furtos e roubos de veículos, tornando a via um lugar mais seguro para a convivência.

Proprietária de um café estabelecido há oito meses no local, Vânia Sales está percorrendo a vizinhança e tem ouvido depoimentos assustados:

– Quase todas as casas e estabelecimentos dessa quadra já sofreram algum assalto. Todos têm histórias para contar, e a sensação de insegurança está muito grande entre nós – narra.

Uma das principais reivindicações que ouviu dos vizinhos foi a respeito da troca de mão da via. Esse é o único trecho da Miguel Tostes que apenas sobe, em direção à Cabral, e acaba ficando isolado, reclamam os comerciantes locais. Eles esperam uma inversão da mão da rua ou a adoção de mão-dupla, que aumentaria o movimento e, consequentemente, inibiria a violência. Esse pedido já virou um abaixo-assinado, que está sendo bem aceito entre a vizinhança.

– A partir das 18h, ninguém mais sai na rua, e ficamos isolados aqui. A ideia é poder trazer eventos para a região e tornar a via mais agradável para morar e trabalhar – defende Vânia.

A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) informou que não utiliza quesitos como periculosidade ou número de assaltos para realizar a gestão do trânsito. “Entretanto, caso haja uma orientação nesse sentido, por parte da Brigada Militar, a EPTC avaliará a possibilidade de alteração” informou o órgão, via nota oficial.

Vizinhos e empresários compartilham sentimento de medo

No pequeno trecho da Rua Miguel Tostes, todos têm histórias para contar. Proprietária de um brechó, Gleci Chaves diz que mantém as portas sempre fechadas e nunca fica sozinha no estabelecimento comercial que possui há oito anos:

– Já vi muitos assaltos, inclusive à mão armada, em plena luz do dia. A situação está horrível, é muito triste.

Já a arquiteta Saionara Soares, estabelecida recentemente na quadra, diz que em poucas semanas já vivenciou muitas situações de violência.

– Quase não vemos policiamento por aqui. A impunidade dessas pessoas que cometem crimes na região só impulsiona a ter mais e mais casos – lamenta.

Moradora há 30 anos da rua, Ivonete Brum Lopes aconselha os vizinhos e visitantes a não deixarem o carro na rua e já perdeu as contas de quantos amigos já tiveram seus veículos arrombados nas redondezas da sua casa.

De acordo com o coronel Alfeu de Freitas Moreira, responsável pelo Comando de Policiamento da Capital (CPC), ainda não tinha chegado a ele informações de problemas naquela área. Ele diz que é preciso fazer um trabalho de inteligência para identificar os indivídos que cometem os delitos e realizar abordagens de forma pró-ativa, coibindo novas ações.

– É preciso uma interação entre a Brigada Militar e os usuários da via. Vou avisar o comandante do 9º Batalhão para que ele vá pessoalmente conversar com os moradores – comprometeu-se o coronel.

Em caso de emergência, explica, o ideal é acionar o policiamento pelo telefone 190. Já em casos recorrentes ou que haja possibilidade de identificação de suspeitos, o ideal é acionar a 3ª Companhia do 9º Batalhão, cujo telefone é o 3288-3217.

PROTESTO CONTRA A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA


ZERO HORA 02 de agosto de 2012 | N° 17149

CONTRA A VIOLÊNCIA


Dezenas de pessoas, entre familiares, amigos e colegas de trabalho, reuniram-se ontem no Paço Municipal, em Porto Alegre, para lembrar a morte de Márcia Calixto Carnetti, 39 anos, e de seu filho, Matheus, e protestar contra a violência doméstica.

– Nós sabemos que, com isso, nossa Márcia não vai voltar a viver, mas pode evitar que outras mulheres morram – disse a amiga e colega Rosane Gralha.

Mudas de plantas coloridas levadas pelos manifestantes contrastavam com as camisetas brancas com mensagens encomendadas por colegas da prefeitura – Márcia era enfermeira do município. Na parte da frente da vestimenta, havia uma foto das duas vítimas com os dizeres “Paz para Márcia e Matheus” e, nas costas, “Respeito! Justiça!”.

A ideia agora é organizar outras manifestações. Segundo uma das organizadoras do protesto, Márcia Silva, o grupo irá comparecer de novo, desta vez ao Largo Glênio Peres, na próxima quarta-feira, ao meio-dia, para chamar a atenção para a Lei Maria da Penha, que protege as mulheres de agressões e completa seis anos na semana que vem.

– Nesse dia, tragam fotos dos seus mortos. Precisamos avisar a sociedade que eles não são poucos. São muitos. São mulheres. E não objetos – desabafa Maria de Fátima de Bem, também integrante do grupo organizador.