ENCONTRO DA CIDADANIA – Reage Brasília
Ajudem a divulgar e vamos participar ...
A população brasiliense vivencia uma das suas piores crises político/administrativas, sem precedentes, que assusta até mesmo alguns dos seus atores, diante de tantos escândalos envolvendo os três poderes.
Deparamos no nosso dia a dia com uma população assustada, preocupada e desnorteada, mesmo sabendo que o país e Brasília, especialmente, precisam de mudanças.
Mas, mudar o quê? Onde? Como? Se todas as nossas instituições, respeitadas as exceções, estão envolvidas?
Estamos na Capital do país, a cidade política, a capital da administração pública, o centro das decisões nacionais e hoje considerado o centro da corrupção e dos maus exemplos.
Em todos os anos eleitorais os TREs gastam fortunas com propaganda apelando para que os eleitores não deixem de votar, que votem no melhor candidato. Mas quem é o melhor? Qual critério o eleitor deve utilizar para escolher o melhor? É o médico? O Advogado? O engenheiro? O empresário? O palhaço? O cantor? O analfabeto? Ou o político “profissional” que usa o nosso dinheiro para enriquecimento ilícito e para sustentar os seus currais eleitorais e se perpetuar no poder, juntamente com sua família e seus laranjas?
Enquanto isto a saúde está na UTI, a educação não educa, o transporte é caótico, os nossos representantes não nos representam e, para completar, as cidades do entorno de Brasília viraram refúgios de bandidos, o que tende a agravar ainda mais a nossa insegurança.
Por quê então tantos descalabros político/administrativos e tanta falta de seriedade com a “coisa pública” que se acumula há décadas, visto que, persistindo a situação todo mundo só tem a perder?
É evidente que numa linha de pensamento positivo, quando temos um problema em qualquer circunstância, o recomendável é reunir as pessoas envolvidas e prejudicadas para discutir a situação e buscar soluções.
Desta forma, nós, moradores de Brasília, convidamos você, estudante, profissional liberal, empresário, professor(a), donas de casa e etc., para um encontro que denominamos de Encontro da Cidadania, que acontecerá na CLDF no dia 23 de Agosto, a partir da 9:00 horas, estaremos recebendo visitantes em nossa tenda, a fim de discutirmos as propostas de mudanças e iniciando uma reação pacífica a todos esses desmandos, através da Marcha Pela Moralidade, que acontecerá às 16:00 horas.
Não temos intenção de buscar culpados, mas sim, de ter consciência sobre o porquê de tantos desastres que estão destruindo nosso valores éticos e morais e degradando a nossa sociedade, a fim de tentarmos encontrar o caminho que possa resgatar a nossa dignidade e o nosso orgulho de ser brasilienses, que nos foi legado por JUSCELINO KUBSTCHEK.
OS NOSSOS OBJETIVOS ESTÃO FOCADOS NA CORREÇÃO E NO IMPEDIMENTO DE ATOS ILEGAIS, SEM BANDEIRA POLÍTICO/PARTIDÁRIA.
Tema: Reage Brasília Local: Buriti-TJDFT-CLDF Hora: Tenda a partir das 09:00 - Marcha às 16:00 – Momento Cultutual 18:00
Ato: Vestir Preto ou Colocar Fita preta
Confirme sua presença no facebook do Adote Um Distrital
Contato: adoteumdistrital@uol.com.br
Fone: 9935 0348 - 8491 6653
A mobilização social é um vigoroso instrumento de defesa de direitos e poderoso para pressionar os Poderes no exercício de seus deveres, obrigações, finalidade pública, observância da supremacia do interesse público, zelo dos recursos públicos e gestão voltada à qualidade de vida do povo. Não existe um futuro promissor para uma nação de cidadãos servis e acomodados que entrega o poder aos legisladores permissivos, a uma justiça leniente e aos governantes negligentes, perdulários e ambiciosos que cobram impostos abusivos, desperdiçam dinheiro público, sonegam saúde, submetem a educação, estimulam a violência, tratam o povo com descaso e favorecem a impunidade dos criminosos.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
A LETARGIA DE UM POVO
CAUSAS DA LETARGIA DIANTE DA CORRUPÇÃO. EDITORIAL O GLOBO, 20/07/2011 às 16h47m
Em artigo publicado no GLOBO, o correspondente do jornal espanhol "El País", Juan Arias, expôs sua perplexidade diante da letargia cívica que acomete a sociedade brasileira enquanto se multiplicam casos de corrupção. O afastamento de dois ministros, Antonio Palocci e Alfredo Nascimento, em poucos meses de governo Dilma, seria motivo para alguma manifestação. Até porque, antes de serem fatos isolados, constam de um longo ciclo de malfeitos na esfera pública.
É ainda mais estranha a passividade quando se considera - como levou em conta Arias - que este mesmo país já ocupou ruas e praças em defesa da volta das eleições diretas e pelo impeachment, por corrupção, do presidente Fernando Collor. Nos últimos tempos, apenas atraem multidões, observou o jornalista, a defesa da liberalização da maconha, a luta contra a homofobia e igrejas evangélicas. "Por que não reagem os brasileiros?" - é o título do artigo de Arias.
O fenômeno da inapetência política diante de assaltos aos cofres abastecidos com pesados impostos pelo contribuinte tem múltiplas raízes. A mais profunda deriva da bem-sucedida execução de um projeto de cooptação - com dinheiro público, claro - dos sindicatos, organizações da sociedade civil, como a União Nacional dos Estudantes (UNE), e movimentos ditos sociais. Todos convertidos em correias de transmissão do lulopetismo.
Repartida a máquina pública dentro da filosofia do toma lá dá cá do fisiologismo, couberam ao MST e satélites, por exemplo, o Ministério do Desenvolvimento e o Incra; e aos sindicatos, o Ministério do Trabalho, e por óbvio, respectivas verbas. Assim, soube o lulopetismo desativar os motores de ignição clássicos de manifestações políticas. Até o 1º de Maio, data de reivindicações sindicais, foi convertido num dia de quermesses.
Afinal, as agremiações sindicais estão no poder. Na reedição sem retoques de uma política getulista, o governo Lula oficializou a existência das centrais, dando-lhes a chave do cofre do imposto sindical, um dinheiro de acesso fácil, recolhido compulsoriamente dos assalariados, e sem a necessidade de comprovação de gastos. Tudo ao contrário do que defendia o "novo sindicalismo" nascido sob a liderança de Lula no final da década de 70.
Também não pode ser desprezado o efeito hipnótico do crescimento econômico com inflação sob relativo controle, embora alta. Acrescente-se o crédito farto - caro, mas com prestações a perder de vista - e estará pronto o cenário de tranquilidade para os inquilinos do poder.
Não é inédito. Guardadas as devidas diferenças históricas, também no auge do "milagre brasileiro" a classe média não se opôs à ditadura militar, enquanto conseguia comprar no crédito direto o primeiro carro do filho recém-aprovado no vestibular.
Outro aspecto a ser considerado é que, com Lula, a partir de 2003, passou a ser aplicado um projeto de poder, não de governo. Em nome dele, tudo é válido - mensalões, aloprados, getulização do Estado, doação do Ministério dos Transportes ao PR e a Valdemar Costa Neto. O silêncio literalmente vale ouro.
COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Muito bom este editorial. Parabéns. Poderia afirmar também que uma das causas desta letargia é a impotência do povo brasileiro diante da falta de alternativas de reação social diante de leis fracas, de parlamentares comprometidos e de uma justiça burocrata, benevolente e dependente do gerenciamento político. Para derrubar um Estado ganancioso e omisso, uma revolução precisa de um motivo contundente capaz de captar lideranças confiáveis e levantar uma forte massa de indignados. Infelizmente, a pesada carga de impostos, as arrecadações recordes de tributos, os salários abusivos dos integrantes do Poder, os atos secretos no parlamento, as farras com dinheiro público, a corrupção e o desrespeito à constituição e às leis brasileiras ainda não foram suficientes para levantar o cidadão, os clubes de serviço, as associações e as comunidades para uma forte "mobilização" cívica nas ruas.
Em artigo publicado no GLOBO, o correspondente do jornal espanhol "El País", Juan Arias, expôs sua perplexidade diante da letargia cívica que acomete a sociedade brasileira enquanto se multiplicam casos de corrupção. O afastamento de dois ministros, Antonio Palocci e Alfredo Nascimento, em poucos meses de governo Dilma, seria motivo para alguma manifestação. Até porque, antes de serem fatos isolados, constam de um longo ciclo de malfeitos na esfera pública.
É ainda mais estranha a passividade quando se considera - como levou em conta Arias - que este mesmo país já ocupou ruas e praças em defesa da volta das eleições diretas e pelo impeachment, por corrupção, do presidente Fernando Collor. Nos últimos tempos, apenas atraem multidões, observou o jornalista, a defesa da liberalização da maconha, a luta contra a homofobia e igrejas evangélicas. "Por que não reagem os brasileiros?" - é o título do artigo de Arias.
O fenômeno da inapetência política diante de assaltos aos cofres abastecidos com pesados impostos pelo contribuinte tem múltiplas raízes. A mais profunda deriva da bem-sucedida execução de um projeto de cooptação - com dinheiro público, claro - dos sindicatos, organizações da sociedade civil, como a União Nacional dos Estudantes (UNE), e movimentos ditos sociais. Todos convertidos em correias de transmissão do lulopetismo.
Repartida a máquina pública dentro da filosofia do toma lá dá cá do fisiologismo, couberam ao MST e satélites, por exemplo, o Ministério do Desenvolvimento e o Incra; e aos sindicatos, o Ministério do Trabalho, e por óbvio, respectivas verbas. Assim, soube o lulopetismo desativar os motores de ignição clássicos de manifestações políticas. Até o 1º de Maio, data de reivindicações sindicais, foi convertido num dia de quermesses.
Afinal, as agremiações sindicais estão no poder. Na reedição sem retoques de uma política getulista, o governo Lula oficializou a existência das centrais, dando-lhes a chave do cofre do imposto sindical, um dinheiro de acesso fácil, recolhido compulsoriamente dos assalariados, e sem a necessidade de comprovação de gastos. Tudo ao contrário do que defendia o "novo sindicalismo" nascido sob a liderança de Lula no final da década de 70.
Também não pode ser desprezado o efeito hipnótico do crescimento econômico com inflação sob relativo controle, embora alta. Acrescente-se o crédito farto - caro, mas com prestações a perder de vista - e estará pronto o cenário de tranquilidade para os inquilinos do poder.
Não é inédito. Guardadas as devidas diferenças históricas, também no auge do "milagre brasileiro" a classe média não se opôs à ditadura militar, enquanto conseguia comprar no crédito direto o primeiro carro do filho recém-aprovado no vestibular.
Outro aspecto a ser considerado é que, com Lula, a partir de 2003, passou a ser aplicado um projeto de poder, não de governo. Em nome dele, tudo é válido - mensalões, aloprados, getulização do Estado, doação do Ministério dos Transportes ao PR e a Valdemar Costa Neto. O silêncio literalmente vale ouro.
COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Muito bom este editorial. Parabéns. Poderia afirmar também que uma das causas desta letargia é a impotência do povo brasileiro diante da falta de alternativas de reação social diante de leis fracas, de parlamentares comprometidos e de uma justiça burocrata, benevolente e dependente do gerenciamento político. Para derrubar um Estado ganancioso e omisso, uma revolução precisa de um motivo contundente capaz de captar lideranças confiáveis e levantar uma forte massa de indignados. Infelizmente, a pesada carga de impostos, as arrecadações recordes de tributos, os salários abusivos dos integrantes do Poder, os atos secretos no parlamento, as farras com dinheiro público, a corrupção e o desrespeito à constituição e às leis brasileiras ainda não foram suficientes para levantar o cidadão, os clubes de serviço, as associações e as comunidades para uma forte "mobilização" cívica nas ruas.
A INCAPACIDADE DE REAÇÃO DO POVO
PRIORIDADES - BEATRIZ FAGUNDES, REDE PAMPA, O SUL.21 de Julho de 2011.
O Brasil daria uma lição ao mundo se desistisse de sediar a Copa de 2014 para priorizar o bem-estar de todos os seus cidadãos, abrindo mão, por imperativo social, de gastar bilhões apenas para agradar alguns milhares de torcedores ao redor do planeta.
É chocante e insuportável ver de perto a situação das emergências nos hospitais!
Escondida em corredores apertados e com pouca iluminação, uma verdadeira procissão invisível de desvalidos cidadãos implora atendimento. Homens, mulheres, velhos, jovens e crianças com o olhar perdido no horizonte esperam passivamente pelo milagre de um leito hospitalar, mantido pelos impostos pagos pelos próprios pedintes humilhados. Nenhuma justificativa governamental poderá explicar a situação de mendicância na rede do SUS, considerando a escandalosa decisão de gastar bilhões de reais na construção de estádios de futebol, os quais não irão acrescentar nada, nem mesmo aos moradores dos bairros onde serão erguidos com o dinheiro público que faz falta na rede de saúde em todo o território nacional.
É incrível a incapacidade de reação do povo. O mesmo povo que comparece em massa nas passeatas contra a homofobia em defesa do movimento GLBT, ou mesmo a favor da liberação da maconha, apanha como bicho sarnento nas filas dos postos de saúde, nas emergências dos hospitais, em ônibus superlotados, nos fantásticos gargalos do trânsito, vê o lixo espalhado por suas calçadas esburacadas, suporta bovinamente a falta crônica de professores nas salas de aula onde estão seus próprios filhos, enfrenta ruas de medo sem policiamento preventivo e ostensivo, paga juros galácticos e sequer esboça alguma reação de contrariedade. Baixam a cabeça, amaldiçoam os políticos, torcem pelas humilhações da Norma contra o Leo, aguardam ansiosos a futura galinhagem da fazenda enquanto catam moedas para pagar o busão!
Ontem chegamos ao fundo do poço quando, segundo reportagem local, fontes do Palácio Piratini admitiram que os 70 delegados e os 500 policiais civis que brindaram os cidadãos de bem deste Estado com a Operação Cartola cometeram excessos e que, em próximas ações do tipo, os agentes da lei deverão agir com "discrição". Com todo o respeito, mas na qualidade de apenas um dos milhões de palhaços deste circo de horrores, faço questão de ações "espetaculosas" sempre que supostamente o alvo seja combater a corrupção. Os milhões de reais, que políticos nefastos desviam através de discretíssimas operações nas mais variadas fórmulas de corrupção, fazem absoluta falta nos serviços essenciais que deixam de ser prestados à população que paga toda a conta de forma pacífica e ordeira, mesmo sendo submetida a todo o tipo de privação no dia a dia.
O Brasil daria uma lição ao mundo se desistisse de sediar a Copa de 2014 para priorizar o bem-estar de todos os seus cidadãos, abrindo mão, por imperativo social, de gastar bilhões apenas para agradar alguns milhares de torcedores ao redor do planeta. Combater de forma radical e implacável a corrupção, impondo humilhação pública aos corruptos e priorizar o povão que sofre com a precariedade nas áreas de saúde, educação, justiça e segurança pública deveria ser a meta de qualquer governante desta nação. Sediar jogos da Copa do Mundo? Já tentou pegar um táxi em Porto Alegre a partir das 17h? Em dia de chuva? Nossos comediantes estão perdendo espaço para os políticos. Viramos o País da piada pronta. Estou exagerando? A conferir!
O Brasil daria uma lição ao mundo se desistisse de sediar a Copa de 2014 para priorizar o bem-estar de todos os seus cidadãos, abrindo mão, por imperativo social, de gastar bilhões apenas para agradar alguns milhares de torcedores ao redor do planeta.
É chocante e insuportável ver de perto a situação das emergências nos hospitais!
Escondida em corredores apertados e com pouca iluminação, uma verdadeira procissão invisível de desvalidos cidadãos implora atendimento. Homens, mulheres, velhos, jovens e crianças com o olhar perdido no horizonte esperam passivamente pelo milagre de um leito hospitalar, mantido pelos impostos pagos pelos próprios pedintes humilhados. Nenhuma justificativa governamental poderá explicar a situação de mendicância na rede do SUS, considerando a escandalosa decisão de gastar bilhões de reais na construção de estádios de futebol, os quais não irão acrescentar nada, nem mesmo aos moradores dos bairros onde serão erguidos com o dinheiro público que faz falta na rede de saúde em todo o território nacional.
É incrível a incapacidade de reação do povo. O mesmo povo que comparece em massa nas passeatas contra a homofobia em defesa do movimento GLBT, ou mesmo a favor da liberação da maconha, apanha como bicho sarnento nas filas dos postos de saúde, nas emergências dos hospitais, em ônibus superlotados, nos fantásticos gargalos do trânsito, vê o lixo espalhado por suas calçadas esburacadas, suporta bovinamente a falta crônica de professores nas salas de aula onde estão seus próprios filhos, enfrenta ruas de medo sem policiamento preventivo e ostensivo, paga juros galácticos e sequer esboça alguma reação de contrariedade. Baixam a cabeça, amaldiçoam os políticos, torcem pelas humilhações da Norma contra o Leo, aguardam ansiosos a futura galinhagem da fazenda enquanto catam moedas para pagar o busão!
Ontem chegamos ao fundo do poço quando, segundo reportagem local, fontes do Palácio Piratini admitiram que os 70 delegados e os 500 policiais civis que brindaram os cidadãos de bem deste Estado com a Operação Cartola cometeram excessos e que, em próximas ações do tipo, os agentes da lei deverão agir com "discrição". Com todo o respeito, mas na qualidade de apenas um dos milhões de palhaços deste circo de horrores, faço questão de ações "espetaculosas" sempre que supostamente o alvo seja combater a corrupção. Os milhões de reais, que políticos nefastos desviam através de discretíssimas operações nas mais variadas fórmulas de corrupção, fazem absoluta falta nos serviços essenciais que deixam de ser prestados à população que paga toda a conta de forma pacífica e ordeira, mesmo sendo submetida a todo o tipo de privação no dia a dia.
O Brasil daria uma lição ao mundo se desistisse de sediar a Copa de 2014 para priorizar o bem-estar de todos os seus cidadãos, abrindo mão, por imperativo social, de gastar bilhões apenas para agradar alguns milhares de torcedores ao redor do planeta. Combater de forma radical e implacável a corrupção, impondo humilhação pública aos corruptos e priorizar o povão que sofre com a precariedade nas áreas de saúde, educação, justiça e segurança pública deveria ser a meta de qualquer governante desta nação. Sediar jogos da Copa do Mundo? Já tentou pegar um táxi em Porto Alegre a partir das 17h? Em dia de chuva? Nossos comediantes estão perdendo espaço para os políticos. Viramos o País da piada pronta. Estou exagerando? A conferir!
terça-feira, 19 de julho de 2011
REAÇÃO CONTRA O ENRIQUECIMENTO ILÍCITO E DESCASO DO ESTADO
MOVIMENTEM-SE A SOCIEDADE ESPERA MAIS DA NOSSA ORGANIZAÇÃO
CONVOCAÇÃO - O POVO BRASILEIRO ESTÁ CONVOCADO PARA GRANDE MANIFESTAÇÃO
PARALISAÇÃO
DIA 1º DE AGOSTO DE 2011, SEGUNDA-FEIRA
EM PORTO ALEGRE TODOS NA ESQUINA DEMOCRÁTICA AO MEIO-DIA,
VENHA APOIAR ESTE MOVIMENTO
SEGUINDO O EXEMPLO DO POVO ÁRABE, QUE SE CANSOU DO GOVERNO, OS BRASILEIROS NÃO PODEM MAIS SUPORTAR / ACEITAR QUE SEUS GOVERNANTES FAÇAM DESTE PAÍS UM NEGÓCIO DE ENRIQUECIMENTO PRÓPRIO E NOS DEIXEM AO DESCASO DA IRRESPONSABILIDADE DOS ÓRGÃOS PÚBLICOS.
PRESTEM ATENÇÃO:
- auxílio-reclusão = média de R$ 586,51;
- salário-mínimo = relutantemente R$ 545,00;
- custo médio do presidiário = R$ 1,7 mil;
- custo médio do estudante de Ensino Fundamental e Médio = R$ 149,05.
É O "PAÍS DO TUDO PODE"! REFORMA POLÍTICA JÁ:
- Redução do número de senadores, deputados federais e estaduais e vereadores
REFORMA JUDICIÁRIA JÁ !! REFORMA TRIBUTÁRIA JÁ !!
SOMENTE DESSA FORMA, FICAREMOS COMPETITIVOS COM O MUNDO AÍ FORA
JÁ NÃO TEREMOS AS REFORMAS NOS AEROPORTOS E ESTÁDIOS DE QUE PRECISARÍAMOS - A COPA E AS OLIMPÍADAS ESTÃO SE APROXIMANDO, E POUCA COISA NOS FICARÁ COMO ESTRUTURA. SERÃO DADOS ''JEITINHOS'', E PAGAREMOS ALTO, TENHA CERTEZA!
LEMBREM-SE QUE TUDO ISSO, SEREMOS NÓS QUE PAGAREMOS, UM ALTO CUSTO EM IMPOSTOS E AJUSTES FISCAIS.
OS ADMINISTRADORES DE BRASILIA, NÃO ESTÃO NEM AÍ PRA QUEM VAI PAGAR A CONTA.
ALEM DO GENOCIDIO DOS APOSENTADOS, ACHACANDO OS IDOSOS, DESTRUINDO FUNDOS DE PENSOES , REAJUSTANDO SEUS PROPRIOS SALARIOS, PARA VALORES ALTISSIMOS, E ENGABELANDO OS MAIS POBRES, COM SALARIOS FAMILIA E OUTRAS MISERIAS.
CARAS-PINTADAS EM AÇÃO: OS POLÍTICOS PRECISAM ESTAR SOB O NOSSO CONTROLE, SEREM NOSSOS FUNCIONÁRIOS, NOSSOS REAIS REPRESENTANTES.
NÃO À IMUNIDADE PARLAMENTAR! NÃO À CORRUPÇÃO! NÃO À POUCA VERGONHA PÚBLICA!
O BRASIL PRECISA MUDAR E VOCÊ PRECISA ESTAR CONOSCO. SOMENTE UNIDOS, IREMOS MUDAR O NOSSO PAÍS.
NOSSO POVO ESTÁ MORRENDO NAS FILAS DOS HOSPITAIS PÚBLICOS, AMBULÂNCIAS E EQUIPAMENTOS COMPRADOS JÁ DERAM A ALGUM POLÍTICO OU AUTORIDADE SUA COMISSÃO, NO ENTANTO ESTÃO PARADOS, ESTRAGANDO-SE, POIS NÃO DARÃO MAIS LUCRO, SOMENTE DESPESAS. CONTRATAÇÃO DE PESSOAL E ATENDIMENTO DA POPULAÇÃO NÃO ERAM OS SEUS PENSAMENTOS.
REFORMA PRISIONAL JÁ !!
SOMENTE NO BRASIL, EXISTE TANTO BENEFÍCIO PARA QUEM ESTÁ PRESO. ESTRUTURA E TRABALHO ÚTIL PARA RECUPERAÇÃO DO PRESO AO INVÉS DE VISITAS ÍNTIMAS E OUTRAS FACILIDADES!
MOVIMENTE-SE, CRIE GRUPOS DE DIÁLOGOS, UNA-SE A OUTROS GRUPOS E ENTIDADES, PROCURE A COMUNIDADE, SUA ASSOCIAÇÃO DE BAIRRO, SEUS AMIGOS, A IMPRENSA E EMPRESÁRIOS.
SOMOS UM POVO PACÍFICO, SIM, E NÃO PRECISAMOS DA VIOLÊNCIA PARA FAZER VALER OS NOSSOS DIREITOS, MAS NÃO PODEMOS FICAR DE BRAÇOS CRUZADOS ESPERANDO PELOS POLÍTICOS, FORMADOS PELOS SEUS PRÓPRIOS INTERESSES SE INTERESSAREM POR NÓS. PRECISAMOS AGIR E MOSTRAR QUE NÓS OS ELEGEMOS E QUE É POR NÓS QUE ELES ESTÃO NO GOVERNO E QUE, POR MENOR QUE SEJA O DESLIZE, NÓS TEMOS O DIREITO DE CAÇAR O SEU MANDATO.
PRECISAMOS DE UMA POLÍTICA LIMPA, ABOLIDA DA CORRUPÇAÕ, DE CARÁTER E SERIEDADE.
FORTALECER OS PODERES LOCAIS, COMUNIDADES E BAIRROS NO CONTROLE DE SUAS FINANÇAS E PRIORIDADES.
O BRASIL TEM-SE MOSTRADO UM PAÍS RICO - RICO EM PETRÓLEO, MINERAIS, TURISMO, CULTURA ETC. AGORA PRECISA APRENDER A DIVIDIR ESSA RIQUEZA COM SEU POVO, ATRAVÉS DE UMA MELHOR EDUCAÇÃO, SAÚDE PÚBLICA, SEGURANÇA E ESTRUTURA INDUSTRIAL E PRODUTIVA, PARA QUE ASSIM POSSAMOS TER UM PAÍS JUSTO E FORTE.
PROGRAME-SE, SEGUNDA FEIRA, DIA 1º DE AGOSTO, TODO O BRASIL NAS RUAS, PROTESTANDO E EXIGINDO MUDANÇAS, OU NUNCA SEREMOS LEVADOS A SÉRIO E FICAREMOS SEMPRE NO TERCEIRO MUNDO. E OS POLÍTICOS CONTINUARÃO SE ENRIQUECENDO E DESFRUTANDO OS BENEFÍCIOS DA VIDA PÚBLICA CORRUPTA.
OS MINISTROS DO STF E DO STJ NÃO DEVERÃO MAIS SER NOMEADOS PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA. DEVERÃO SER NOMEADOS POR UM COLEGIADO DE MAGISTRADOS, LEVANDO EM CONTA SUA NOTORIEDADE, CONHECIMENTO JURÍDICO E, SOBRETUDO, SUA HONESTIDADE.
NOTA: Contribuição de Gastão Gal que afirma ser um movimento que começou em Santa Cruz do Sul com Claudio Cariboni e está se expalhando pelo pais todo.
CONVOCAÇÃO - O POVO BRASILEIRO ESTÁ CONVOCADO PARA GRANDE MANIFESTAÇÃO
PARALISAÇÃO
DIA 1º DE AGOSTO DE 2011, SEGUNDA-FEIRA
EM PORTO ALEGRE TODOS NA ESQUINA DEMOCRÁTICA AO MEIO-DIA,
VENHA APOIAR ESTE MOVIMENTO
SEGUINDO O EXEMPLO DO POVO ÁRABE, QUE SE CANSOU DO GOVERNO, OS BRASILEIROS NÃO PODEM MAIS SUPORTAR / ACEITAR QUE SEUS GOVERNANTES FAÇAM DESTE PAÍS UM NEGÓCIO DE ENRIQUECIMENTO PRÓPRIO E NOS DEIXEM AO DESCASO DA IRRESPONSABILIDADE DOS ÓRGÃOS PÚBLICOS.
PRESTEM ATENÇÃO:
- auxílio-reclusão = média de R$ 586,51;
- salário-mínimo = relutantemente R$ 545,00;
- custo médio do presidiário = R$ 1,7 mil;
- custo médio do estudante de Ensino Fundamental e Médio = R$ 149,05.
É O "PAÍS DO TUDO PODE"! REFORMA POLÍTICA JÁ:
- Redução do número de senadores, deputados federais e estaduais e vereadores
REFORMA JUDICIÁRIA JÁ !! REFORMA TRIBUTÁRIA JÁ !!
SOMENTE DESSA FORMA, FICAREMOS COMPETITIVOS COM O MUNDO AÍ FORA
JÁ NÃO TEREMOS AS REFORMAS NOS AEROPORTOS E ESTÁDIOS DE QUE PRECISARÍAMOS - A COPA E AS OLIMPÍADAS ESTÃO SE APROXIMANDO, E POUCA COISA NOS FICARÁ COMO ESTRUTURA. SERÃO DADOS ''JEITINHOS'', E PAGAREMOS ALTO, TENHA CERTEZA!
LEMBREM-SE QUE TUDO ISSO, SEREMOS NÓS QUE PAGAREMOS, UM ALTO CUSTO EM IMPOSTOS E AJUSTES FISCAIS.
OS ADMINISTRADORES DE BRASILIA, NÃO ESTÃO NEM AÍ PRA QUEM VAI PAGAR A CONTA.
ALEM DO GENOCIDIO DOS APOSENTADOS, ACHACANDO OS IDOSOS, DESTRUINDO FUNDOS DE PENSOES , REAJUSTANDO SEUS PROPRIOS SALARIOS, PARA VALORES ALTISSIMOS, E ENGABELANDO OS MAIS POBRES, COM SALARIOS FAMILIA E OUTRAS MISERIAS.
CARAS-PINTADAS EM AÇÃO: OS POLÍTICOS PRECISAM ESTAR SOB O NOSSO CONTROLE, SEREM NOSSOS FUNCIONÁRIOS, NOSSOS REAIS REPRESENTANTES.
NÃO À IMUNIDADE PARLAMENTAR! NÃO À CORRUPÇÃO! NÃO À POUCA VERGONHA PÚBLICA!
O BRASIL PRECISA MUDAR E VOCÊ PRECISA ESTAR CONOSCO. SOMENTE UNIDOS, IREMOS MUDAR O NOSSO PAÍS.
NOSSO POVO ESTÁ MORRENDO NAS FILAS DOS HOSPITAIS PÚBLICOS, AMBULÂNCIAS E EQUIPAMENTOS COMPRADOS JÁ DERAM A ALGUM POLÍTICO OU AUTORIDADE SUA COMISSÃO, NO ENTANTO ESTÃO PARADOS, ESTRAGANDO-SE, POIS NÃO DARÃO MAIS LUCRO, SOMENTE DESPESAS. CONTRATAÇÃO DE PESSOAL E ATENDIMENTO DA POPULAÇÃO NÃO ERAM OS SEUS PENSAMENTOS.
REFORMA PRISIONAL JÁ !!
SOMENTE NO BRASIL, EXISTE TANTO BENEFÍCIO PARA QUEM ESTÁ PRESO. ESTRUTURA E TRABALHO ÚTIL PARA RECUPERAÇÃO DO PRESO AO INVÉS DE VISITAS ÍNTIMAS E OUTRAS FACILIDADES!
MOVIMENTE-SE, CRIE GRUPOS DE DIÁLOGOS, UNA-SE A OUTROS GRUPOS E ENTIDADES, PROCURE A COMUNIDADE, SUA ASSOCIAÇÃO DE BAIRRO, SEUS AMIGOS, A IMPRENSA E EMPRESÁRIOS.
SOMOS UM POVO PACÍFICO, SIM, E NÃO PRECISAMOS DA VIOLÊNCIA PARA FAZER VALER OS NOSSOS DIREITOS, MAS NÃO PODEMOS FICAR DE BRAÇOS CRUZADOS ESPERANDO PELOS POLÍTICOS, FORMADOS PELOS SEUS PRÓPRIOS INTERESSES SE INTERESSAREM POR NÓS. PRECISAMOS AGIR E MOSTRAR QUE NÓS OS ELEGEMOS E QUE É POR NÓS QUE ELES ESTÃO NO GOVERNO E QUE, POR MENOR QUE SEJA O DESLIZE, NÓS TEMOS O DIREITO DE CAÇAR O SEU MANDATO.
PRECISAMOS DE UMA POLÍTICA LIMPA, ABOLIDA DA CORRUPÇAÕ, DE CARÁTER E SERIEDADE.
FORTALECER OS PODERES LOCAIS, COMUNIDADES E BAIRROS NO CONTROLE DE SUAS FINANÇAS E PRIORIDADES.
O BRASIL TEM-SE MOSTRADO UM PAÍS RICO - RICO EM PETRÓLEO, MINERAIS, TURISMO, CULTURA ETC. AGORA PRECISA APRENDER A DIVIDIR ESSA RIQUEZA COM SEU POVO, ATRAVÉS DE UMA MELHOR EDUCAÇÃO, SAÚDE PÚBLICA, SEGURANÇA E ESTRUTURA INDUSTRIAL E PRODUTIVA, PARA QUE ASSIM POSSAMOS TER UM PAÍS JUSTO E FORTE.
PROGRAME-SE, SEGUNDA FEIRA, DIA 1º DE AGOSTO, TODO O BRASIL NAS RUAS, PROTESTANDO E EXIGINDO MUDANÇAS, OU NUNCA SEREMOS LEVADOS A SÉRIO E FICAREMOS SEMPRE NO TERCEIRO MUNDO. E OS POLÍTICOS CONTINUARÃO SE ENRIQUECENDO E DESFRUTANDO OS BENEFÍCIOS DA VIDA PÚBLICA CORRUPTA.
OS MINISTROS DO STF E DO STJ NÃO DEVERÃO MAIS SER NOMEADOS PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA. DEVERÃO SER NOMEADOS POR UM COLEGIADO DE MAGISTRADOS, LEVANDO EM CONTA SUA NOTORIEDADE, CONHECIMENTO JURÍDICO E, SOBRETUDO, SUA HONESTIDADE.
NOTA: Contribuição de Gastão Gal que afirma ser um movimento que começou em Santa Cruz do Sul com Claudio Cariboni e está se expalhando pelo pais todo.
sábado, 16 de julho de 2011
NA ESPANHA, UM APITO CORAJOSO CONTRA LADRÕES
SOPRO CORAJOSO. Apito é arma contra ladrões em Barcelona. Sozinha, Eliana Guerrero assusta batedores de carteira no metrô da capital da Catalunha - THE GUARDIAN, ZERO HORA 16/07/2011
Solitária e armada apenas com um apito e muita coragem, uma mulher incumbiu a si própria da tarefa de defender turistas de uma epidemia em Barcelona, na Espanha: os batedores de carteira. Eliana Guerrero ficou tão irritada com a maneira como os grupos de ladrões atuam livremente que passou a patrulhar o metrô por sua conta.
Ela sopra seu apito sempre que vê os ladrões, que atuam sobretudo em estações de metrô de grande movimento, incluindo a da Sagrada Família e a da Praça Catalunha. Também entrega panfletos advertindo sobre os criminosos.
– Eles normalmente correm quando escutam o apito. Às vezes me ameaçam e, na semana passada, um deles me agarrou e torceu meu dedo depois que impedi um furto – conta Eliana, que não tem treinamento ou autorização para a função, mas chegou a ser elogiada pela polícia espanhola.
Colombiana de 38 anos, ela mora na capital da Catalunha há 12. Começou sua campanha há três anos, depois de presenciar um ladrão roubar a bolsa de uma turista alemã, olhar dentro e jogá-la longe, quebrando vidros de insulina, apesar do apelo da vítima.
– Eu não podia acreditar no que ele fez. Por que alguém jogaria longe um remédio para diabetes? – pergunta ela.
Inicialmente, ela simplesmente seguia os batedores de carteira e gritava alto enquanto distribuía panfletos, impressos por ela mesma. Viu que não era suficiente para que a escutassem – e, então, comprou o apito:
– É o que realmente os afugenta. E também uma placa que eu seguro, para avisar, em quatro idiomas diferentes, que há batedores de carteira “trabalhando”.
Os ladrões se organizam em gangues, organizadas por turnos. Para Eliana, a lei espanhola é a responsável pela impunidade que desfrutam:
– Se eles roubam menos de 400 euros (R$ 891,1), recebem apenas uma pequena multa. E apenas se a vítima presta queixa. Por isso, escolhem roubar turistas – diz.
Colombiana se transformou em celebridade em Barcelona
Famílias com crianças pequenas, carrinhos de bebês ou malas são os alvos preferidos, diz Eliana. Os ladrões não apenas a ameaçaram, mas também tentaram comprar seu silêncio.
– Tenho muito cuidado com minha segurança e não falo para ninguém onde moro – afirma.
Eliana se transformou em uma celebridade em Barcelona e convidou o prefeito, Xavier Trias, para andar de metrô com ela:
– Políticos e juízes não usam o metrô, por isso não entendem o que acontece. Precisamos de mais policiais à paisana. Mas o que nós realmente precisamos mudar é a lei.
Solitária e armada apenas com um apito e muita coragem, uma mulher incumbiu a si própria da tarefa de defender turistas de uma epidemia em Barcelona, na Espanha: os batedores de carteira. Eliana Guerrero ficou tão irritada com a maneira como os grupos de ladrões atuam livremente que passou a patrulhar o metrô por sua conta.
Ela sopra seu apito sempre que vê os ladrões, que atuam sobretudo em estações de metrô de grande movimento, incluindo a da Sagrada Família e a da Praça Catalunha. Também entrega panfletos advertindo sobre os criminosos.
– Eles normalmente correm quando escutam o apito. Às vezes me ameaçam e, na semana passada, um deles me agarrou e torceu meu dedo depois que impedi um furto – conta Eliana, que não tem treinamento ou autorização para a função, mas chegou a ser elogiada pela polícia espanhola.
Colombiana de 38 anos, ela mora na capital da Catalunha há 12. Começou sua campanha há três anos, depois de presenciar um ladrão roubar a bolsa de uma turista alemã, olhar dentro e jogá-la longe, quebrando vidros de insulina, apesar do apelo da vítima.
– Eu não podia acreditar no que ele fez. Por que alguém jogaria longe um remédio para diabetes? – pergunta ela.
Inicialmente, ela simplesmente seguia os batedores de carteira e gritava alto enquanto distribuía panfletos, impressos por ela mesma. Viu que não era suficiente para que a escutassem – e, então, comprou o apito:
– É o que realmente os afugenta. E também uma placa que eu seguro, para avisar, em quatro idiomas diferentes, que há batedores de carteira “trabalhando”.
Os ladrões se organizam em gangues, organizadas por turnos. Para Eliana, a lei espanhola é a responsável pela impunidade que desfrutam:
– Se eles roubam menos de 400 euros (R$ 891,1), recebem apenas uma pequena multa. E apenas se a vítima presta queixa. Por isso, escolhem roubar turistas – diz.
Colombiana se transformou em celebridade em Barcelona
Famílias com crianças pequenas, carrinhos de bebês ou malas são os alvos preferidos, diz Eliana. Os ladrões não apenas a ameaçaram, mas também tentaram comprar seu silêncio.
– Tenho muito cuidado com minha segurança e não falo para ninguém onde moro – afirma.
Eliana se transformou em uma celebridade em Barcelona e convidou o prefeito, Xavier Trias, para andar de metrô com ela:
– Políticos e juízes não usam o metrô, por isso não entendem o que acontece. Precisamos de mais policiais à paisana. Mas o que nós realmente precisamos mudar é a lei.
CHILENOS COBRAM MEDIDAS NA ÁREA SOCIAL E NA EDUCAÇÃO

FIM DA TRÉGUA. Por que os chilenos protestam. Presidente Sebastián Piñera enfrenta manifestações de estudantes, servidores e ambientalistas, que cobram medidas na área social. - LÉO GERCHMANN, ZERO HORA 16/07/2011
Em meio a protestos de ambientalistas, funcionários públicos e estudantes que pedem a repartição do bolo fermentado por uma economia pujante, o presidente do Chile, Sebastián Piñera, teve invertidos os índices da alta popularidade adquirida com o resgate dos 33 mineiros soterrados na mina San José, em outubro do ano passado. De festejado como o gestor ideal, tornou-se impopular, em um espelho que mostra índices semelhante, só que invertidos.
Apenas 31% dos pesquisados aprovam a gestão de Piñera, o percentual mais baixo de apoio que recebeu um presidente desde que o Chile recuperou a democracia, em 1990. Depois do resgate dos mineiros, apenas 26% rejeitavam o governo. O número subiu agora para 60%, segundo o instituto Adimark.
No momento de fazer o “retrato” do presidente, 62% dos chilenos reconhecem que Piñera é “ativo e enérgico”. Em compensação, só 37% creem que ele é “querido”. O único consolo para o governo é que a oposição também não tem bons resultados: 68% reprovam a Concertación, a coalizão de centro-esquerda que estava antes no poder.
A estimativa é de que a economia chilena cresça 6% em 2011 – por isso, a impopularidade intriga os analistas. O governo busca explicações. Um funcionário disse a Zero Hora que há uma forte crítica à divulgação falha das realizações do governo. Outro ponto de reflexão: Piñera estaria se limitando a dar continuidade ao que fez a Concertación.
– A economia vai bem, mas há questões sociais pendentes. Há um vácuo a ser resolvido. E a população mostra sua contrariedade em relação a isso – explica Luis Larraín, diretor do instituto Libertad y Desarrollo, uma organização privada.
Os níveis de criminalidade são semelhantes aos registrados no governo anterior, e a reconstrução após o terremoto de fevereiro de 2010 teria sido lenta – o que não é pouco: são milhares de chilenos que perderam suas casas, amargando o segundo inverno em casas de emergência feitas de madeira. Nas pesquisas qualitativas, a saúde, a educação – três grandes protestos estudantis ocorreram nos últimos dias, pedindo investimentos públicos – e o transporte aparecem como setores duramente criticados pela população.
Também sobram críticas às políticas ambientais – em 9 de maio último, foi aprovada a construção de cinco represas na Patagônia. Para piorar a situação, na última segunda-feira, os trabalhadores da estatal Codelco, a maior produtora de cobre do mundo, fizeram uma paralisação de 24 horas para rejeitar sua privatização.
ENTREVISTA: “Não há vontade de avançar”. Camila Vallejo, líder estudantil chilena
Ela é bela e sabe disso. Sabe também que a beleza, a inteligência e a combatividade a tornam referência nos protestos em que os chilenos pedem mais sensibilidade social a Sebastián Piñera. A comunista Camila Vallejo, 23 anos, estudante de Geografia e presidente da Federação Estudantil da Universidade do Chile (Fech), já é vista como alternativa em um país que pede novos rostos na política. Olhos azuis, traços delicados, piercing no nariz, chegou a ser tema de música. Confira trechos de sua entrevista:
Zero Hora – Você é considerada uma espécie de musa? Isso ajuda ou atrapalha?
Camila Vallejo – Sim, sou bonita e não tenho problemas em dizer isso abertamente. Certamente, isso me ajudou na minha atividade política, fez a imprensa se aproximar de mim, o que não é ruim, evidentemente. Mas não coube a mim decidir sobre qual seria a minha aparência. O que pude decidir é o meu projeto político, e meu foco é a educação do país, é por ela que tenho trabalhado e é por esse trabalho que quero ser reconhecida.
ZH – Há uma carência de novos nomes na política chilena. Você pode preencher esse vácuo?
Camila – Estamos em meio a uma mobilização, e esse é o meu foco neste momento. Temos uma luta.
ZH – Onde erra o governo Piñera?
Camila – O governo é conservador na sua essência. Começa por aí. Não cede, para não mexer com interesses não só da classe política, mas dos grupos econômicos. Não há vontade de avançar.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
A VOZ DAS IGREJAS
DILAN CAMARGO, ESCRITOR, CIENTISTA POLÍTICO - ZERO HORA 15/07/2011
As igrejas, e particularmente a Igreja Católica, deveriam exercer um certo conservadorismo ilustrado e esclarecido sobre a sociedade contemporânea, de modo militante, menos acanhado, sem precisar pedir licença e, muito menos, desculpas, baseado em suas doutrinas e ideias, que remontam a séculos, e que estão fundamentadas em suas práticas rituais, em seus mitos e em alentados estudos e tratados sobre a natureza e a condição humana. Por ilustrado e esclarecido, levo em conta a cultura e a erudição, não só religiosa, da Igreja Católica, mas as suas culturas antropológica e filosófica, o seu papel caridoso e filantrópico e a sua inestimável contribuição para a educação e a civilização.
Alguns “formadores de opinião”, condicionados a um jornalismo minimalista, junto com alguns intelectuais maneiros, não demonstram o mínimo constrangimento em expressar e pregar, com uma imprudente loquacidade, as suas incipientes e malformadas “opiniões”, somente porque as consideram transgressivas, alternativas, avançadas, críticas, libertárias, e por aí vai. Por que instituições milenares, como as igrejas, universidades e até “velhos intelectuais”, com uma história de pensamento, arte e ciência, não podem exercer também o seu ensinamento e o seu direito de discutir, questionar, aprovar ou reprovar ideias, comportamentos, instituições, políticas públicas e privadas, valores, práticas individuais e coletivas, enfim, enfim?
Esse direito de também exercer o seu papel magistral na sociedade tem faltado principalmente à Igreja Católica, já que a sua representação, na América Latina e no Brasil, assumiu um messianismo ideológico e político, através da Teologia da Libertação, do que efetivamente a missão de “mãe e mestra” dos povos.
A sociedade contemporânea, essa sociedade de massas e tecnológica, saudavelmente heterogênea e plural, com o seu secularismo libertário e o seu mundanismo pop, libertada dos estábulos, do obscurantismo e das superstições da Idade Média pelos filósofos do Iluminismo, parece que, embora navegando na mais profunda e alta pós-modernidade, dá mais ouvidos às “vozes” da irracionalidade. Embalada em seu arrogante narcisismo consumista de uma “felicidade infeliz”, que celebra um individualismo aético, num trânsito e num transe moral vertiginoso, com uma “atitude” preconceituosa em relação às leis e à civilidade, parece cultivar com ingênuo entusiasmo a fronteira conflitada e movediça entre a “suspensão da consciência” e a anomia social.
Em nossa época, a existência humana parece mostrar-se ainda mais insatisfatória. É o que vemos no cotidiano dos noticiários e lemos nas recomendações dos manuais de performance individual. E o que buscamos e fazemos para preenchê-la de significado? Religião? Arte? Filosofia? Dinheiro? Prazeres? Às vezes, loucuras. Afinal, somos “humanos, demasiadamente humanos”, disse Nietzsche, embora os guaranis já tivessem identificado e vivido essa angustiante consciência do humano na sua interminável busca metafísica e religiosa da Terra Sem Males.
As igrejas, e particularmente a Igreja Católica, deveriam exercer um certo conservadorismo ilustrado e esclarecido sobre a sociedade contemporânea, de modo militante, menos acanhado, sem precisar pedir licença e, muito menos, desculpas, baseado em suas doutrinas e ideias, que remontam a séculos, e que estão fundamentadas em suas práticas rituais, em seus mitos e em alentados estudos e tratados sobre a natureza e a condição humana. Por ilustrado e esclarecido, levo em conta a cultura e a erudição, não só religiosa, da Igreja Católica, mas as suas culturas antropológica e filosófica, o seu papel caridoso e filantrópico e a sua inestimável contribuição para a educação e a civilização.
Alguns “formadores de opinião”, condicionados a um jornalismo minimalista, junto com alguns intelectuais maneiros, não demonstram o mínimo constrangimento em expressar e pregar, com uma imprudente loquacidade, as suas incipientes e malformadas “opiniões”, somente porque as consideram transgressivas, alternativas, avançadas, críticas, libertárias, e por aí vai. Por que instituições milenares, como as igrejas, universidades e até “velhos intelectuais”, com uma história de pensamento, arte e ciência, não podem exercer também o seu ensinamento e o seu direito de discutir, questionar, aprovar ou reprovar ideias, comportamentos, instituições, políticas públicas e privadas, valores, práticas individuais e coletivas, enfim, enfim?
Esse direito de também exercer o seu papel magistral na sociedade tem faltado principalmente à Igreja Católica, já que a sua representação, na América Latina e no Brasil, assumiu um messianismo ideológico e político, através da Teologia da Libertação, do que efetivamente a missão de “mãe e mestra” dos povos.
A sociedade contemporânea, essa sociedade de massas e tecnológica, saudavelmente heterogênea e plural, com o seu secularismo libertário e o seu mundanismo pop, libertada dos estábulos, do obscurantismo e das superstições da Idade Média pelos filósofos do Iluminismo, parece que, embora navegando na mais profunda e alta pós-modernidade, dá mais ouvidos às “vozes” da irracionalidade. Embalada em seu arrogante narcisismo consumista de uma “felicidade infeliz”, que celebra um individualismo aético, num trânsito e num transe moral vertiginoso, com uma “atitude” preconceituosa em relação às leis e à civilidade, parece cultivar com ingênuo entusiasmo a fronteira conflitada e movediça entre a “suspensão da consciência” e a anomia social.
Em nossa época, a existência humana parece mostrar-se ainda mais insatisfatória. É o que vemos no cotidiano dos noticiários e lemos nas recomendações dos manuais de performance individual. E o que buscamos e fazemos para preenchê-la de significado? Religião? Arte? Filosofia? Dinheiro? Prazeres? Às vezes, loucuras. Afinal, somos “humanos, demasiadamente humanos”, disse Nietzsche, embora os guaranis já tivessem identificado e vivido essa angustiante consciência do humano na sua interminável busca metafísica e religiosa da Terra Sem Males.
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