A mobilização social é um vigoroso instrumento de defesa de direitos e poderoso para pressionar os Poderes no exercício de seus deveres, obrigações, finalidade pública, observância da supremacia do interesse público, zelo dos recursos públicos e gestão voltada à qualidade de vida do povo. Não existe um futuro promissor para uma nação de cidadãos servis e acomodados que entrega o poder aos legisladores permissivos, a uma justiça leniente e aos governantes negligentes, perdulários e ambiciosos que cobram impostos abusivos, desperdiçam dinheiro público, sonegam saúde, submetem a educação, estimulam a violência, tratam o povo com descaso e favorecem a impunidade dos criminosos.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

PROTESTO CONTRA ALCKMIN TEM VIAS FECHADAS, VANDALISMO E 20 PRESOS


Protesto contra Alckmin em São Paulo tem vias fechadas e 20 presos. Parte dos manifestantes quebrou vidros de agências bancárias e pichou carros dentro concessionárias

30 de julho de 2013 | 20h 01

Artur Rodrigues e Paulo Saldaña - O Estado de S. Paulo


Pela segunda vez em cinco dias, manifestantes ocuparam vias, destruíram lixeiras, atearam fogo em sacos plásticos, quebraram vidros de lojas e de agências bancárias e enfrentaram a polícia em protesto contra a gestão Geraldo Alckmin (PSDB) e pela desmilitarização da Polícia Militar. A ação, que no início da noite desta terça-feira, 30, prometia paralisar São Paulo, mas foi abafada pela PM, que deslocou mais de 200 homens para conter os protestantes, que se limitavam a cerca de 150 pessoas.



Gabriela Biló - Futura Press/AE
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) e a PM já estavam preparadas para a manifestação

Duas horas depois do início, por volta das 20h, a manifestação comandada por integrantes do grupo Anonymous e pelos Black Blocs já havia sido esvaziada pela polícia, equipada com dezenas de viaturas, motos, helicóptero e até cães. Às 21 horas, a Polícia Militar informou que 20 pessoas haviam sido detidas para averiguação. De acordo com o governo estadual, pelo menos cinco são suspeitas de tentar depredar uma viatura da PM.

A Secretaria da Segurança Pública ainda deslocou equipes da Força Tática, das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e da Tropa de Choque para acompanhar o trajeto realizado pelos jovens. Em determinados trechos, bombas de gás foram usadas com a justificativa de evitar episódios de vandalismo.

O ato teve início por volta das 18h no Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste da capital, e seguiu para a Avenida Paulista, na região central. No caminho, a Avenida Rebouças teve de ser interditada em ambos os sentidos e apenas parte dos manifestantes chegou a seu destino final. Um grupo pequeno de mascarados, por exemplo, pichou muros, veículos estacionados pelas vias e no interior de concessionárias, além de fachadas de agências bancárias.

Na Paulista. Por volta das 21h, um grupo de 50 pessoas continuava com a manifestação no vão livre do Masp. Com faixas de “Geraldo vândalo” e “Geraldo selvagem”, ele mantinham o protesto contra o governador do Estado de São Paulo. O analista de rede Rodrigo Cunha, de 27 anos, morador da Bela Vista, na região central, contou que acompanhou o grupo do Largo da Batata até o vão livre do Masp. Ele disse que aderiu ao ato para protestar contra “os mesmos governantes que sempre estão no poder”.

“Acabei me distanciando do grupo quando começou o vandalismo, porque eu não concordo. Eu vim para o movimento ‘fora Alckmin’”, disse o analista de rede. Cunha contou também que não sabe se a polícia agiu de forma proporcional contra os manifestantes, porque alguns deles foram bastante violentos, atacando pedras nos vidros de agências bancárias e em concessionárias da Avenida Rebouças. O analista disse que participou de quase todas as manifestações e que, pacificamente, decidiu ficar com o grupo do Masp.

A professora Claudia Simionato, de 30 anos, que também estava com o grupo de Cunha no vão do museu, disse que foi ao protesto pela desmilitarização da polícia e pelo “fora Alckmin”. “A polícia todos os dias é violenta na periferia, mas só quando a gente está aqui na Paulista é que isso ganha visibilidade”, afirmou.

Claudia estava no Largo da Batata, onde conta que já houve repressão. Seguiu para a Paulista de metrô, acompanhada da analista de negócios Érica França, de 35 anos. “Vários policiais estavam sem a identificação. Eu não aguento mais esta polícia, o que temos é um massacre”, disse Érica, que lembrou o caso do Carandiru, em 1992, quando 111 presos foram mortos por PMs.

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